Estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão renegociar os contratos a partir desta quarta-feira (13), por meio da nova versão do programa Desenrola, anunciada na última segunda-feira (4) pelo governo federal. As negociações devem ser realizadas nos canais de atendimento da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil.
O que prevê a renegociação
O Desenrola atualizado não autoriza o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas, diferentemente de outras formas de renegociação do programa. Pelo conjunto de regras divulgadas, contratos em atraso poderão ser quitados com descontos que variam conforme o tempo de inadimplência e o perfil do estudante, chegando a até 99% do valor total em casos específicos.
Segundo as normas, contratos firmados até 2017 podem participar, desde que estejam em fase de amortização — ou seja, com os pagamentos iniciados — em 4 de maio de 2026. O prazo para aderir às propostas se estende até 31 de dezembro de 2026. O Ministério da Educação estima que mais de 1 milhão de beneficiários possam renegociar seus débitos.
Percentuais e condições
Para contratos com atraso entre 90 e 360 dias, a proposta prevê desconto de 100% sobre juros e multas, além de redução adicional de 12% sobre o valor principal para liquidação à vista. Alternativamente, é possível parcelar com desconto de 100% dos encargos (juros e multas) em até 150 parcelas.
Nos casos de dívidas vencidas há mais de 360 dias, estudantes não inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) poderão obter desconto de até 77% sobre o montante total. Aqueles inscritos no CadÚnico poderão chegar a até 99% de desconto. Em ambas as situações, a quitação integral do saldo devedor é condição para obter o desconto máximo.
Estudantes com contratos em dia, ou com atrasos de até 90 dias, terão, se optarem pela liquidação à vista, desconto de 12% sobre o valor consolidado da dívida.
Volume da dívida
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado pelo governo ao Congresso, indica que a dívida do Fies ao fim do ano passado somou R$ 90 bilhões, dos quais R$ 61 bilhões referem-se a débitos vencidos há mais de um ano.
Os interessados devem procurar a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil para formalizar a renegociação e obter orientações sobre as opções de pagamento disponíveis.
Com informações de G1




