Dharmendra Pradhan, ministro da Educação da Índia, anunciou sua renúncia nas redes sociais após semanas de mobilizações que exigiam sua saída em razão de supostos vazamentos em exames de admissão e outras irregularidades no sistema educacional.
O anúncio foi publicado na plataforma X e representa a primeira grande concessão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi desde o início das manifestações organizadas pelo movimento conhecido como “Barata”. Os atos começaram como pedidos de reforma educacional e evoluíram para uma contestação mais ampla sobre desemprego, responsabilidade do poder público e acesso a oportunidades econômicas.
Estudantes, profissionais, familiares e ativistas ocuparam ruas em Nova Délhi e em diversas cidades do país, realizando passeatas, ocupações e greves de fome. Integrantes do movimento, que também atuam sob o nome “Partido Cockroach Janta”, celebraram a renúncia com a mensagem “A DEMOCRACIA VENCEU!” divulgada na mesma rede social.
Ao longo das semanas de protesto, as forças de segurança recorreram ao uso de gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar parte dos manifestantes, em episódios que deixaram vários estudantes feridos. A tensão escalou em ocasiões em que multidões tentaram marchar rumo ao Parlamento e foram impedidas pela ação policial, alimentando a indignação entre os participantes das mobilizações.
Em resposta à crise, o governo havia anunciado a criação de tribunais de tramitação rápida para julgar casos relacionados a vazamentos de provas e sinalizou a intenção de aprovar medidas legais mais rígidas para combater fraudes e corrupção no sistema de exames. Ainda assim, os líderes do movimento afirmaram que mantinham a exigência de saída do ministro como condição para encerrar as manifestações.
Além da demissão, os manifestantes cobram reformas mais profundas nos processos de seleção acadêmica e indenizações para famílias de estudantes que, segundo relatos do movimento, tiraram a própria vida em consequência dos supostos vazamentos.
A renúncia de Pradhan marca um capítulo relevante nas tensões entre a sociedade civil e o governo, refletindo a força das mobilizações estudantis e de setores da população que reclamam mudanças no sistema educacional e na gestão pública.
Com informações de G1




