Pedido de IPO da SpaceX pode transformar estrutura e influência do império de Musk
Transmissão: Space
A SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, deu passo formal rumo à abertura de capital nos Estados Unidos ao protocolar pedido de oferta pública inicial (IPO) na quarta-feira (20). A companhia prevê estrear na bolsa em meados de junho, com as ações devendo ser negociadas na Nasdaq sob o código SPCX.
A empresa estimou valor de mercado de US$ 1,25 trilhão (aproximadamente R$ 6 trilhões). O IPO tem como objetivo captar recursos para sustentar expansão e projetos ambiciosos e permitirá que investidores de varejo adquiram ações da companhia, segundo o documento enviado aos reguladores.
Nos últimos movimentos corporativos, a SpaceX incorporou a xAI, em negócio que também envolveu a Starlink — serviço de internet via satélite ligado à SpaceX — e resultou na inclusão da rede social X no grupo. A manobra ampliou as frentes de atuação da empresa além dos lançamentos espaciais.
Em 2025, a SpaceX registrou receita total de US$ 18,67 bilhões, concentrada majoritariamente na operação de conectividade Starlink, que faturou US$ 11,39 bilhões. As demais divisões tiveram os seguintes desempenhos no ano: Espaço (SpaceX) com US$ 4,09 bilhões e IA (xAI/X) com US$ 3,20 bilhões. Apesar da receita, a empresa reportou prejuízo de US$ 4,94 bilhões em 2025, pressionada por elevados gastos em pesquisa e desenvolvimento.
A estrutura acionária prevista para a abertura de capital inclui uma classe especial de ações com direito a 10 votos por ação, destinada a Elon Musk. Segundo o documento, essa configuração deve permitir que ele controle cerca de 85% dos votos da companhia, mantendo a direção dos rumos do negócio mesmo após o IPO.
Especialistas consultados afirmam que o IPO pode ser um dos maiores da história e que o acesso a capital público seria necessário para financiar projetos de grande escala, como a nave Starship, iniciativas de data centers no espaço e planos de industrialização lunar. Para gestores e acadêmicos, a oferta pública também pode consolidar a posição de Musk no cenário econômico e geopolítico global, potencialmente aproximando-o do status de primeiro trilionário da história.
Ao mesmo tempo, analistas destacam que a predominância da receita na Starlink contrasta com o consumo de caixa das outras áreas, fator que teria motivado a busca por recursos no mercado de capitais.
O processo segue sujeito à aprovação dos órgãos reguladores e às condições do mercado até sua efetiva listagem na Nasdaq.
Com informações de G1




