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27/05/2026 — Trump assina ordem que dá ao governo acesso antecipado a modelos de inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que permite ao governo solicitar avaliações de segurança de modelos avançados de inteligência artificial (IA) antes de seu lançamento ao público. A medida, assinada em 2 de junho, estabelece um mecanismo de cooperação entre autoridades federais e empresas do setor para identificar vulnerabilidades digitais e priorizar correções.

O texto formaliza um acordo voluntário com líderes da indústria de IA — incluindo Google, OpenAI e Anthropic — para que esses atores submetam seus modelos a uma avaliação prévia governamental. O decreto deixa claro que não cria um controle prévio obrigatório por parte do Executivo, mantendo a participação das empresas em caráter voluntário.

A decisão marca uma mudança na postura do governo Trump, que até então vinha reunindo setores contrários a regulações por temer prejuízo na competição com a China. O episódio ganhou atenção no início do ano, quando o modelo Mythos, desenvolvido pela Anthropic, demonstrou capacidade de explorar falhas em sistemas de bancos, governos e hospitais; diante desse risco, a empresa optou por não divulgar o modelo ao público.

O novo texto segue linha semelhante à adotada pelo governo anterior de Joe Biden, cujo decreto de 2023 exigia que empresas compartilhassem resultados de testes de segurança. Trump revogou essa exigência ao reassumir a presidência, argumentando que a medida era excessivamente restritiva.

Além da avaliação voluntária, o decreto determina que o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a CISA (Cybersecurity and Infrastructure Security Agency) criem um centro coordenador para tratar da segurança digital relacionada à IA. O grupo deverá trabalhar em conjunto com o setor privado e com operadores de infraestruturas críticas para identificar falhas em sistemas e priorizar correções.

Kent Walker, executivo responsável por assuntos públicos do Google, saudou a iniciativa como um “passo importante” que “oferece aos defensores do ciberespaço mais ferramentas para deter atores maliciosos”.

Uma versão anterior do decreto estava programada para ser assinada em 25 de maio, mas o presidente cancelou a assinatura poucas horas antes, citando discordância com “alguns aspectos” e preocupação em não comprometer a vantagem dos EUA em relação à China. Analistas identificaram David Sacks, ex-assessor da Casa Branca para IA, como uma voz influente que teria convencido Trump a seguir adiante. O texto final aprovado é quase idêntico à versão anterior, mas reduziu o prazo para o exame voluntário de novos modelos de 90 para 30 dias — mudança justificada por Sacks com a afirmação: “Na corrida pela IA, cada dia conta”.

O decreto representa, portanto, uma tentativa de equilibrar a colaboração com a indústria e a segurança nacional, mantendo caráter voluntário nas avaliações e definindo estruturas governamentais para responder a riscos em infraestruturas críticas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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