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sábado, novembro 7, 2026

70% dos jovens entre 16 e 29 anos estão no mercado de trabalho; 32% conciliam emprego e estudo, aponta pesquisa

Pesquisa mapeia relação dos jovens com emprego, estudo e tecnologia

Sete em cada dez jovens brasileiros de 16 a 29 anos estão inseridos no mercado de trabalho, segundo a pesquisa “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, realizada pelo Observatório Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. O levantamento ouviu 1.816 pessoas em todo o país para avaliar vínculos profissionais, conciliação com estudos e expectativas para o futuro.

Do total entrevistado, 70% trabalham ou fazem estágio. Entre esses, 32% conciliam emprego e estudo, enquanto 39% dedicam-se exclusivamente ao trabalho. Outros 16% estudam apenas e 13% não trabalham nem estudam atualmente.

Para Carla Chiamareli, gerente do Observatório Fundação Itaú, o índice de jovens no mercado é um sinal positivo, mas há desafios para ampliar a inclusão produtiva. “Um dado positivo é ver que 70% dos jovens estão trabalhando. Ainda temos um problema de inclusão produtiva da juventude no país, mas esse é um indicador relevante diante do cenário econômico que vivemos”, afirmou a especialista.

A pesquisa evidencia desigualdades socioeconômicas na possibilidade de conciliar trabalho e estudo: entre os jovens das classes A e B, 48% conseguem manter as duas atividades, enquanto nas classes D/E esse percentual cai para 16%. No recorte racial, 38% dos jovens brancos conciliam emprego e estudo, contra 29% dos jovens negros. À medida que a renda diminui, cresce a parcela que trabalha exclusivamente: 28% na classe A/B, 39% na classe C e 47% nas classes D/E.

Em relação à formação, 88% consideram necessário estudar mais atualmente para conseguir um bom emprego e 85% veem o diploma como importante para a trajetória profissional. Cursos técnicos e profissionalizantes são considerados por 91% como um caminho rápido para entrar no mercado de trabalho.

A sobrecarga doméstica também se destaca: metade dos entrevistados afirma ser responsável por cuidados da casa, com maior incidência entre as mulheres (60% versus 40% dos homens). Cuidar de crianças, idosos ou outras pessoas é uma atribuição de 28% das mulheres e 14% dos homens.

Quanto às preferências e expectativas, 64% consideram o salário o principal fator na escolha de uma vaga, e 62% aceitariam ganhar menos para reduzir pressão e estresse. Hoje, 30% dos jovens desejam emprego com carteira assinada; essa intenção cai para 16% ao projetar os próximos cinco anos, enquanto a preferência pelo trabalho autônomo sobe de 28% para 42% no mesmo período.

Apesar dos obstáculos, os jovens demonstram otimismo: 91% acreditam que estarão financeiramente melhores em cinco anos, 88% esperam superar a condição financeira dos pais e 46% estimam que será mais fácil encontrar boas oportunidades. Ao mesmo tempo, 61% têm receio de não conseguir pagar as contas e ter uma vida tranquila no futuro.

A pesquisa aponta que educação, experiência prática e tecnologia são vistas como caminhos para construir carreira, mas que desafios sociais e econômicos ainda dificultam o acesso e a consolidação profissional da juventude.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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