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domingo, outubro 25, 2026

Petróleo se aproxima de US$ 115 e fecha março com alta recorde desde 1990

Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e avança rumo a maior alta mensal em décadas

HORÁRIO: 9h10 (Brasília UTC-3)

O preço do petróleo registrava alta superior a 2% nesta segunda-feira (30) e passou a ser negociado próximo de US$ 115 por barril, em um movimento que deixa o produto a caminho de encerrar o mês com valorização de 59%, a maior desde 1990. A Agência Nacional do Petróleo informou que o abastecimento de diesel no Brasil está garantido até o final de abril.

O Brent, referência global, chegou a US$ 116,5 por barril nas primeiras horas de negociação (ainda na noite de domingo no horário de Brasília). Por volta das 9h10 (Brasília UTC-3), o contrato avançava 2,07%, cotado a US$ 114,90. O WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,68%, para US$ 101,31.

O movimento de alta ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que elevou o temor dos investidores sobre possíveis impactos no fornecimento global. Há preocupação de que o conflito mantenha os preços da energia em patamares elevados por mais tempo, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em diversas regiões.

Com esse cenário, os mercados financeiros oscilaram no início da semana. Bolsas asiáticas, mais dependentes do petróleo do Golfo, registraram queda: o índice Nikkei, de Tóquio, recuou 2,8%. Na Europa, as bolsas recuperaram parte das perdas e exibiam avanço de cerca de 0,6%. Nos Estados Unidos, contratos futuros indicavam alta moderada após uma sequência recente de quedas.

O Estreito de Ormuz voltou a ocupar o centro das atenções: Washington aumentou a pressão sobre Teerã nas redes sociais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã deve reabrir a passagem ou poderá sofrer ataques a instalações de energia, como poços e usinas. Ao mesmo tempo, o Paquistão informou que oferecerá abrigo para negociações visando encerrar o conflito, e o governo iraniano acusou os EUA de preparar uma possível ofensiva terrestre, além de reforçar sua presença militar na região.

Analistas destacaram a sensibilidade do mercado ao comportamento do petróleo. Eren Osman, diretor da gestora Arbuthnot Latham, afirmou que o petróleo é o principal foco de tensão no momento e que a reabertura do Estreito de Ormuz ajudaria a reduzir a volatilidade. Bruce Kasman, economista-chefe global do JPMorgan, estimou que, se a passagem permanecer bloqueada por mais um mês, o preço do petróleo poderia se aproximar de US$ 150 por barril e provocar limitações no consumo industrial de energia.

A interrupção do tráfego no estreito já elevou os preços de diversos insumos ligados à energia e à indústria, como gás natural, fertilizantes, plásticos, alumínio e combustíveis para aeronaves e navios. O alumínio atingiu o nível mais alto em quatro anos após ataques aéreos iranianos contra dois grandes produtores do Oriente Médio no fim de semana.

Regiões asiáticas são apontadas como as mais afetadas pela crise energética devido à forte dependência das importações do Golfo: o índice MSCI da Ásia-Pacífico (excluindo Japão) caiu 1,8% na sessão. A possibilidade de elevação prolongada dos preços também reacendeu expectativas de juros mais altos em vários países, enquanto autoridades do Federal Reserve nos EUA, incluindo Jerome Powell e John Williams, devem comentar o cenário econômico ao longo do dia.

O dólar, frequentemente visto como porto seguro em momentos de tensão, operava próximo da máxima de dez meses, com o índice do dólar em 100,25 pontos. No Japão, alertas sobre possível intervenção cambial fizeram a moeda americana recuar 0,5%, para 159,5 ienes. Na semana anterior, o dólar havia ultrapassado 160 ienes, marca não vista desde julho de 2024. O euro era negociado a US$ 1,1493.

A evolução dos preços nas próximas semanas dependerá, conforme operadores e autoridades, do desfecho das hostilidades e do tempo de eventual interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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