O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) divulgou nesta terça-feira (31) que o número de argentinos em situação de pobreza caiu no segundo semestre de 2025, alcançando 8,5 milhões de pessoas, o equivalente a 28,2% da população avaliada.
A pesquisa do Indec, realizada em 31 aglomerados urbanos do país, indica também que 2,1 milhões de famílias estão em condição de pobreza, representando 21% do total de domicílios considerados.
Segundo o levantamento, o recuo na pobreza no segundo semestre foi de 3,4 pontos percentuais em comparação com os primeiros seis meses do ano, quando a taxa era de 31,6% — cifra que correspondia a 14,5 milhões de pessoas nessa situação. De acordo com o Indec, cerca de 6 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza no período.
Os dados sobre indigência mostram uma leve melhora: 1,9 milhão de pessoas foram classificadas como indigentes no segundo semestre, ou 6,3% da população pesquisada, ante 2,1 milhões (6,9%) no primeiro semestre de 2025. Entre as famílias, 500 mil foram consideradas indigentes (4,8%) no segundo semestre, abaixo das 566 mil registradas nos primeiros seis meses do ano (5,6%).
O Indec define como indigentes as pessoas que não têm acesso a uma cesta de alimentos suficiente para suprir as necessidades diárias de energia e proteína.
O relatório ressalta que, embora os números apontem uma melhora relativa, o cenário econômico mantém desafios: o presidente Javier Milei enfrenta pressão política enquanto busca estabilizar a economia. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em 2025, mas a expansão concentrou-se em poucos setores, o consumo permaneceu fraco e o desemprego atingiu o patamar mais alto desde a pandemia de Covid-19.
Para determinar a condição de pobreza, o Indec leva em conta a renda familiar e o acesso a necessidades básicas, como alimentação, vestuário, transporte, educação e saúde, conforme descrito no levantamento que abrange os 31 aglomerados urbanos pesquisados.
Com informações de G1




