O Ministério do Trabalho informou nesta terça-feira (31) que o Brasil registrou a criação de 255,3 mil empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
De acordo com o governo federal, em fevereiro foram anotadas 2,381 milhões de contratações e 2,126 milhões de desligamentos. Em comparação com fevereiro de 2025, quando o país teve abertura de 440,4 mil postos formais, o número deste ano apresenta queda.
O resultado de fevereiro de 2026 é o pior para o mês desde 2023, quando foram criados 252,5 mil vagas, segundo a série histórica iniciada em 2020.
Desempenho por ano (fevereiro)
Veja o saldo de empregos formais nos meses de fevereiro dos últimos anos, conforme o Caged:
2020: criação de 217,3 mil vagas
2021: abertura de 397,8 mil empregos
2022: criação de 353,4 mil vagas
2023: 252,4 mil novos empregos criados
2024: geração de 307,7 mil vagas
2025: abertura de 404,4 mil postos de trabalho
2026: 255,3 mil novos empregos
Empregos por setor
O Caged aponta aumento do emprego formal em todos os cinco setores econômicos em fevereiro de 2026. O setor de serviços concentrou a maior parte das contratações, enquanto o comércio registrou o menor saldo:
Serviços: 177,9 mil
Indústria: 32,0 mil
Construção: 31,1 mil
Agropecuária: 8,1 mil
Comércio: 6,1 mil
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o saldo foi de 370,3 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Esse total é inferior ao verificado no mesmo período de 2025, quando foram criadas 594,9 mil vagas formais.
Histórico do acumulado janeiro e fevereiro:
2020: 329,4 mil
2021: 652,3 mil
2022: 520,8 mil
2023: 342,6 mil
2024: 480,9 mil
2025: 594,9 mil
2026: 370,3 mil
Caged e Pnad
O Caged contabiliza apenas empregos com carteira assinada e, portanto, não inclui trabalhadores informais. Por essa razão, os dados do cadastro não são diretamente comparáveis às taxas de desemprego divulgadas pelo IBGE, que são obtidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad).
Os números detalhados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho com base no levantamento do Caged.
Com informações de G1




