Banco de Brasília marca assembleia para 22 de abril
O Banco de Brasília (BRB) convocou uma assembleia geral de acionistas para o dia 22 de abril com o objetivo de votar a proposta de ampliação do capital social da instituição e homologar a indicação de Nelson Antônio de Souza, atual presidente, e do executivo Joaquim Lima de Oliveira como conselheiros do banco. A formalização dessas nomeações está pendente desde o fim de 2025.
Uma reunião anterior com a mesma pauta havia sido agendada para 18 de março, mas foi cancelada na noite anterior devido à insegurança jurídica causada pela oscilação de decisões judiciais sobre imóveis públicos que o Governo do Distrito Federal pretende utilizar para capitalizar o BRB.
No comunicado divulgado à noite, o BRB afirmou que mantém compromisso com “transparência, governança corporativa e a adequada prestação de informações ao mercado”.
Prazo para balanço consolidado de 2025 e transmissão
O banco também informou que não vai cumprir o prazo legal para publicação do balanço consolidado de 2025, cujo encerramento é às 23h59 (Brasília UTC-3). Transmissão: Globo. Em nota de fato relevante, o BRB explicou que a divulgação foi adiada em função da necessidade de concluir os trabalhos da auditoria forense contratada para apurar acontecimentos relacionados à operação chamada “Compliance Zero” e de permitir que a administração e o auditor independente avaliem adequadamente os potenciais impactos.
Segundo o comunicado, a postergação busca garantir a fidedignidade, a transparência e a integridade das demonstrações financeiras, em cumprimento aos deveres legais e fiduciários da administração e de proteção aos interesses da companhia e de seus acionistas. A apreciação das contas ocorrerá após a conclusão das avaliações e providências, com nova convocação específica para dar continuidade à Assembleia Geral Ordinária.
A divulgação das demonstrações era aguardada pelos acionistas, que também esperavam a apresentação de um pacote de medidas para reparar prejuízos decorrentes das operações realizadas com o Banco Master.
Contexto da crise
O BRB enfrenta crise após adquirir cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, transação que passou a ser investigada sob suspeita de fraude. O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central após apurações feitas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. Em decorrência das operações com o Banco Master, o capital prudencial do BRB foi fragilizado. O Banco Central chegou a impedir a tentativa de compra do Master pelo BRB e intensificou a supervisão sobre a situação financeira e a governança do banco.
Em outra medida relacionada ao acompanhamento da situação do BRB, o Banco Central determinou que a instituição mantenha reserva de R$ 3 bilhões para assegurar a continuidade das operações.
A indefinição sobre as contas e as ações a serem adotadas pela administração pode influenciar a percepção do mercado em relação ao banco enquanto as apurações estiverem em curso.
Com informações de G1




