A Petrobras aumentou em aproximadamente 55% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras no mês de abril, informou a agência Reuters. Segundo a notícia, o ajuste passou a vigorar no início do mês, conforme previsto nos contratos que regem a comercialização do combustível.
O g1 procurou a Petrobras para confirmar o reajuste, mas, até a última atualização da reportagem, a estatal não havia se manifestado sobre o tema. Paralelamente, o Grupo Abra — holding que controla a companhia aérea Gol — comunicou que a elevação de 55% nos preços do QAV passou a valer a partir desta quarta-feira, 1º de abril.
De acordo com o Grupo Abra, a correção reflete o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, movimento atribuído à guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã. A alta do petróleo é citada como o principal fator por trás do repasse observado no preço do querosene.
Especialistas do setor e empresas aéreas acompanham o desdobramento porque, se confirmado de forma sustentada, o aumento pode intensificar a pressão financeira sobre as companhias do setor no Brasil. Gol e Azul, duas das maiores empresas do país, ainda se recuperam de processos recentes de reestruturação de dívidas, situação que torna o impacto do combustível mais sensível.
O querosene de aviação é um dos custos mais relevantes para as empresas aéreas: no Brasil, o combustível representa mais de 30% das despesas operacionais do setor. A Petrobras, por sua vez, é a maior produtora de petróleo do país e concentra a maior parte do refino e da oferta desse combustível no mercado doméstico, o que reforça o efeito do ajuste sobre toda a cadeia.
Os reajustes do QAV pela Petrobras são realizados rotineiramente no começo de cada mês, conforme estabelecido em contratos entre a estatal e as distribuidoras. A reportagem segue em atualização à medida que novas informações forem divulgadas pelas partes envolvidas.
Com informações de G1




