Fraudes que utilizam Documentos de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) falsificados seguem como prática recorrente contra micro e pequenas empresas. Criminosos enviam mensagens eletrônicas com aparência profissional dirigidas ao representante legal da companhia, com o objetivo de induzir ao pagamento de boletos ou DARFs apócrifos.
Como funciona o golpe
Os e-mails trazem dados verídicos da empresa, como razão social, CNPJ, endereço e período de apuração, e costumam anexar um PDF que replica elementos visuais institucionais. Apesar do aspecto legítimo, esses documentos não são emitidos pelos canais oficiais da Receita Federal, e os valores pagos acabam sendo direcionados a contas mantidas por organizações criminosas.
Riscos que vão além do boleto falso
A Receita Federal reforça que não encaminha guias ou boletos por e-mail e que a emissão de DAS deve ocorrer somente pelo Portal do Simples Nacional ou pelo e-CAC. Em razão do aumento no número de denúncias e dúvidas, o advogado Denis Barroso orienta que empresários consultem imediatamente sua contabilidade antes de efetuar qualquer pagamento ou fornecer dados quando houver suspeita.
Barroso também destaca a necessidade de checagem rigorosa de comunicações eletrônicas: com a digitalização, aumentaram as oportunidades para fraudes, por isso validar documentos antes de agir é medida essencial de proteção.
Fraudes complexas e roubo de identidade
Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, alerta para golpes mais sofisticados, nos quais fraudadores emitem certificados digitais falsos em nome das empresas. Com esses certificados, chegam a retificar declarações para reduzir valores de imposto e solicitar restituições indevidas, que são sacadas pelos criminosos quando liberadas.
As consequências podem incluir multas, autuações, bloqueios patrimoniais e até exclusão do Simples Nacional, segundo especialistas. Em alguns casos, os danos não são percebidos de imediato, o que pode agravar o prejuízo.
Como proteger sua empresa
Como medidas preventivas, é recomendado nunca compartilhar senhas ou certificados digitais com terceiros e manter vigilância constante sobre as caixas postais eletrônicas dos órgãos públicos. Paulo Lima, sócio da Witec IT Solutions, indica investimento em infraestrutura de segurança, citando firewalls de próxima geração e filtros de DNS que bloqueiam URLs suspeitas antes do acesso.
A capacitação da equipe para identificar e-mails suspeitos e o uso de senhas fortes reduzem significativamente o sucesso dos ataques. Para complementar a proteção, os seguros cibernéticos podem ser contratados; Cristina Camillo, especialista em seguros, sugere apólices que contemplem engenharia social e fraudes fiscais para preservar a continuidade das operações.
Empresários devem manter comunicação estreita com seus escritórios de contabilidade e adotar práticas de segurança digital para minimizar a exposição a esse tipo de golpe.
Com informações de Regionalzao




