Estreito de Ormuz volta a ser liberado por período inicial, diz Irã
O Irã anunciou nesta terça-feira (7) que firmou um acordo com os Estados Unidos e sinalizou a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas. O trecho, considerado crucial para o transporte de petróleo mundial, havia estado fechado por 39 dias durante o conflito, antes da suspensão dos ataques dos EUA, medida que provocou impactos significativos na economia global.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico, ao norte, ao Golfo de Omã, ao sul, desembocando no Mar da Arábia. No ponto mais estreito, a passagem tem 33 km de largura, com canais de navegação de apenas 3 km para cada sentido. Esses números ilustram a vulnerabilidade da rota, por onde circula cerca de um quinto do petróleo consumido no planeta.
Dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa apontam que, entre o início de 2022 e maio de 2025, passaram pela região entre aproximadamente 17,8 milhões e 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustíveis. Países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque — escoam grande parte de suas exportações por essa rota, em especial com destino aos mercados asiáticos.
O fechamento temporário do Estreito de Ormuz resultou em dificuldades no abastecimento global de petróleo. Diante do risco de depender exclusivamente da passagem, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita têm procurado rotas alternativas para escoar suas cargas. O Catar, maior exportador mundial de gás natural liquefeito, também utiliza basicamente o estreito para escoar sua produção.
Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), havia, em junho de 2024, uma capacidade ociosa de cerca de 2,6 milhões de barris por dia em oleodutos existentes nesses países, volume que poderia ser usado para contornar o Estreito de Ormuz caso fosse necessário.
A reabertura anunciada pelo Irã ocorrerá inicialmente por duas semanas, conforme informou o próprio país ao comunicar o acordo com os Estados Unidos.
Com informações de G1




