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terça-feira, outubro 20, 2026

Guerra no Oriente Médio pode elevar em US$ 20 a US$ 50 bilhões a demanda por apoio do FMI, diz diretora-geral

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a guerra no Oriente Médio pode aumentar a necessidade de assistência financeira ao organismo em um intervalo entre US$ 20 bilhões (R$ 101,8 bilhões) e US$ 50 bilhões (R$ 254,5 bilhões) nos próximos meses.

Em comentários preparados antes das reuniões da próxima semana do FMI e do Banco Mundial, Georgieva disse que o conflito está pressionando a economia global ao reduzir em 13% o fluxo diário mundial de petróleo e em 20% o de gás natural liquefeito (GNL). Segundo ela, essa interrupção gerou um choque de oferta que elevou os preços da energia e afetou as cadeias de abastecimento.

A diretora-geral destacou ainda que o complexo de Ras Laffan, no Catar — responsável por 93% da produção de GNL do Golfo Pérsico — está fechado desde 2 de março e pode demorar entre três e cinco anos para recuperar totalmente sua capacidade. Georgieva apontou incertezas sobre a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz e sobre a retomada do tráfego aéreo na região, e disse que mesmo um acordo de paz duradouro não levaria a um retorno imediato ao status quo ante.

O conflito, que teve início em 28 de fevereiro, vem causando efeitos em cadeia, segundo a diretora do FMI, incluindo o fechamento de refinarias e escassez de derivados, impactos que já se refletem nos setores de transporte, turismo e comércio. Georgieva alertou que outras 45 milhões de pessoas devem enfrentar insegurança alimentar, elevando para mais de 360 milhões o total de pessoas em situação de fome.

Além disso, ela citou interrupções na oferta de insumos industriais essenciais, como enxofre, hélio — usado na fabricação de chips — e nafta, fundamental para a produção de plásticos. O FMI informou que irá apresentar na próxima semana, no relatório Perspectiva Econômica Mundial, vários cenários que vão de uma normalização relativamente rápida a um quadro em que os preços de petróleo e gás permaneçam elevados por longo período.

Georgieva declarou que, mesmo no cenário mais favorável, a perspectiva de crescimento global sofrerá redução devido a danos na infraestrutura, interrupções no fornecimento, perda de confiança e outros efeitos adversos. Em janeiro, o FMI havia projetado um crescimento global de 3,3% em 2026 e de 3,2% em 2027.

Em outro trecho de seu pronunciamento, o texto menciona que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (7) um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, e que o bombardeio contínuo de Israel ao Líbano pode dificultar negociações para uma paz permanente.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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