Um acidente grave na MG-223, ocorrido na última terça-feira, 7, entre Araguari e Tupaciguara, resultou na morte de dois homens de 43 e 36 anos e reacendeu o alerta sobre a periculosidade de um trecho da serra do Rio Araguari. Com este episódio, já são três acidentes com vítimas fatais registrados exatamente no mesmo ponto nos últimos seis meses.
O local é marcado por uma descida acentuada e por curvas muito fechadas e sinuosas, características que exigem atenção redobrada dos motoristas, sobretudo daqueles que conduzem veículos de grande porte ou com cargas. A combinação desses elementos torna obrigatório o controle rigoroso da velocidade e o conhecimento prévio do trajeto para reduzir o risco de perda de domínio do veículo.
A ausência de acostamento ao longo do trecho agrava ainda mais a situação. Sem espaço de escape ou de manobra, pequenos erros de condução podem imediatamente se transformar em colisões graves ou em quedas nas laterais da pista, sem possibilidade de correção segura.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, uma causa recorrente nas ocorrências é a adoção de velocidade incompatível com as condições da via durante a descida da serra. Em vários casos, condutores parecem desconhecer o grau de periculosidade do trecho entre os dois municípios e não reduzem a velocidade adequadamente, especialmente quando trafegam com veículos carregados. O peso combinado com a velocidade elevada e as curvas fechadas cria um cenário propenso à perda de controle.
Diante do histórico de acidentes no mesmo ponto, autoridades e especialistas apontam a necessidade de reforçar campanhas de conscientização entre os motoristas e de adotar medidas preventivas mais eficazes. Entre as ações sugeridas estão a melhoria da sinalização e a avaliação de intervenções estruturais na via para aumentar a segurança do trecho.
Enquanto providências concretas não forem implementadas, a MG-223 no trecho da serra do Rio Araguari permanece como um ponto crítico, onde a imprudência, a desatenção ou o desconhecimento das características da pista podem resultar em consequências fatais.
Com informações de Gazetadotriangulo




