Uma subsidiária americana da Zephyr Energy, companhia britânica do setor de petróleo e gás, informou ter sofrido um desvio de pagamento que resultou em perda de 700 mil libras esterlinas — cerca de R$ 4,7 milhões. A ocorrência foi divulgada pela empresa na última quinta-feira (9).
Segundo a Zephyr Energy, o valor que deveria ser transferido a outra empresa foi encaminhado a um terceiro que não fazia parte da negociação. A companhia disse ter comunicado imediatamente as autoridades policiais responsáveis e afirmou que trabalha junto a bancos e consultores para tentar recuperar os recursos desviados.
A empresa não detalhou como ocorreu a invasão. Relatos sobre ataques semelhantes costumam apontar para acessos não autorizados a caixas de entrada de e-mails e a sistemas de contabilidade, entre outras vulnerabilidades. Especialistas classificam esse tipo de golpe como “ataque de comprometimento de e-mail comercial”, modalidade que, segundo um relatório do FBI, provocou prejuízos superiores a US$ 3 bilhões a milhares de vítimas em 2025.
A Zephyr informou que mantém monitoramento contínuo de seus sistemas e que, embora segue padrões de segurança do mercado, adicionou novas camadas de proteção após o incidente. A companhia também declarou que suas operações seguem normalmente e que dispõe de capital de giro suficiente para que o ataque não comprometa suas atividades.
O comunicado da empresa destaca a intenção de cooperação com as instituições financeiras envolvidas e com as autoridades para rastrear e tentar reaver os fundos desviados. Não foram fornecidos detalhes sobre o envolvimento de terceiros nem sobre a localização dos valores.
Em nota, a empresa ressaltou a continuidade das operações em suas áreas de exploração, incluindo ativos nos Estados Unidos, e afirmou que prossegue a avaliação dos impactos financeiros e operacionais do incidente enquanto as investigações continuam.
O episódio ilustra a recorrência de fraudes eletrônicas direcionadas a transferências financeiras e o potencial de perdas significativas mesmo para empresas estabelecidas no setor de energia.
Com informações de G1




