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quarta-feira, outubro 21, 2026

Gigantes da tecnologia financiam reatores nucleares menores para suprir demanda por energia de IA

Empresas de tecnologia fecham acordos para desenvolver pequenos reatores modulares nos EUA

Gigantes da tecnologia estão investindo em projetos de energia nuclear nos Estados Unidos para acelerar o desenvolvimento de reatores menores e mais escaláveis, conhecidos como pequenos reatores modulares (SMRs), motivados pela crescente necessidade de eletricidade para data centers de inteligência artificial.

Em janeiro, a Meta assinou um acordo para financiar duas unidades da Terrapower com capacidade combinada de até 690 megawatts e também firmou parceria com a Oklo para construir um campus nuclear de 1,2 gigawatts. A Amazon trabalha com a X-energy para implantar pequenos reatores que totalizarão 5 gigawatts até 2039, e o Google comprometeu-se com a Kairos Power para colocar em operação seu primeiro SMR até 2030.

Os data centers — incluindo os voltados à nuvem e aos treinamentos de modelos de IA — estão no centro das discussões sobre consumo de energia. Projetos em alguns estados norte-americanos já propõem proibir ou suspender temporariamente a construção desses empreendimentos, diante do potencial de demanda energética. Estimativas da Administração de Informação Energética (EIA) apontam que o uso de eletricidade nos EUA deve crescer 1% neste ano e 3% no ano seguinte, em grande parte impulsionado por data centers.

Até agora, nenhuma geradora nuclear nos EUA iniciou produção comercial com novos projetos devido a restrições de financiamento e aos riscos associados a tecnologias pioneiras. Especialistas ouvidos pela imprensa indicam que os contratos e investimentos das empresas de tecnologia podem oferecer a estabilidade de receita necessária para convencer bancos a financiar a construção desses reatores. Shioly Dong, analista da BMI, unidade da Fitch Solutions, afirmou que os acordos das big techs fornecem a “certeza de receita” exigida por financiadores comerciais.

Pequenos reatores modulares atraem atenção por terem construção em escala modular e cronogramas menores, o que reduz a exposição ao capital inicial e aos riscos de atrasos e estouros de custos, segundo Tim Winter, gerente de portfólio do Gabelli Utilities Fund (GABUX), da Gabelli Funds. Bonita Chester, porta-voz da Oklo, disse que a demanda por IA tem levado clientes a assinar contratos de longo prazo que sustentem o avanço dos projetos; o acordo com a Meta inclui financiamento para garantir combustível nuclear e apoiar a primeira fase de um projeto em Ohio.

O interesse das hiperescaladoras também tem atraído a atenção de investidores institucionais, que historicamente dependem de apoio governamental ou de capital de risco no setor nuclear avançado. Tess Carter, diretora associada da prática de energia e clima do Rhodium Group, observa que bancos começam a demonstrar mais interesse, embora ainda não haja grandes aportes institucionais em larga escala, devido aos riscos de construção e às incertezas tecnológicas que permanecem.

O movimento das empresas de tecnologia representa um novo impulso ao setor de nucleares avançados, ao mesmo tempo em que ressalta os desafios de levar projetos pioneiros à operação comercial.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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