O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15) que pode demitir o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, caso ele não deixe o cargo após a posse do indicado para chefiar o banco central. A declaração foi dada no mesmo dia em que Trump reforçou sua aposta de que as taxas de juros tendem a cair quando seu nomeado assumir a presidência da instituição.
Em janeiro, Trump anunciou a indicação de Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve, mas a nomeação ainda aguarda aprovação do Senado. Em publicação nas redes sociais, o presidente escreveu: “Tenho o prazer de anunciar que estou nomeando Kevin Warsh para presidir o Conselho de Governadores do Federal Reserve”.
Ao comentar a possibilidade de troca na liderança do Fed, Trump disse esperar que o Senado confirme Warsh “já na próxima semana”. Ao mesmo tempo, ele voltou a condicionar a permanência de Powell ao cumprimento da ordem de deixar o cargo após a instalação do novo presidente do banco central.
Questionado sobre as investigações em curso envolvendo Jerome Powell, Trump disse que não pretende simplesmente encerrar apurações sem entender os fatos: “precisamos descobrir o que aconteceu lá [no Fed]”. A declaração ocorreu no contexto da informação, confirmada pelo próprio Powell em janeiro, de que o Departamento de Justiça (DOJ) abriu um inquérito envolvendo o presidente do Fed.
Powell, em mensagem de vídeo publicada na rede social X em janeiro, confirmou ter virado alvo de investigação do DOJ e atribuiu a abertura do inquérito à pressão do governo Trump sobre a política de juros do banco central americano. A situação elevou o tom das discussões entre a administração presidencial e a direção do Fed.
Uma foto de arquivo mostra o então presidente dos EUA, Donald Trump, observando Jerome Powell durante um discurso na Casa Branca, em Washington, em 2 de novembro de 2017. A indicação de Warsh e as declarações de Trump mantêm o foco nas relações entre o Executivo e a autoridade monetária enquanto a nomeação segue sob análise do Senado.
O caso permanece em desenvolvimento, com a confirmação da indicação por parte do Congresso como próximo passo formal para a substituição na presidência do Fed.
Com informações de G1




