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quarta-feira, outubro 21, 2026

Minas Gerais registra aumento de 50% na produção de café conilon em 2025

Minas Gerais colheu cerca de 584 mil sacas de café conilon em 2025, o que representa um avanço de 50% em relação a 2024. O crescimento coloca o conilon como a modalidade de café com maior expansão proporcional no estado, embora ainda tenha participação inferior ao arábica.

O aumento da produção está associado à elevação da demanda pela indústria de café solúvel, que privilegia o conilon por seu maior rendimento de sólidos solúveis, essencial para cafés instantâneos e bebidas prontas. No âmbito internacional, problemas climáticos em países produtores como Vietnã e Indonésia pressionaram preços, tornando a cultura economicamente mais atraente aos produtores mineiros.

A analista do Sistema Faemg Senar, Ana Carolina Gomes, aponta que a expansão é mais nítida fora do eixo tradicional da cafeicultura, com avanços especialmente no Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce e no Noroeste mineiro. Essas regiões apresentam temperaturas mais altas e menor altitude, fatores que favorecem o cultivo do conilon, sobretudo quando combinados com irrigação.

O desempenho do conilon também tem reflexos nas exportações. Em 2025, as exportações brasileiras de conilon somaram 84,4 mil toneladas, faturando US$ 1,1 bilhão (+21%). Em Minas Gerais, o volume exportado atingiu 5,8 mil toneladas, com receita de US$ 68 milhões (+26%). Entre os principais destinos estão Estados Unidos, Japão, Argentina, Leste Europeu e Sudeste Asiático.

Os indicadores de área e produtividade mostram expansão: em 2026 a área plantada em Minas alcançou 11,1 mil hectares, com crescimento de 12% em cinco anos e destaque para o Leste de Minas, que registrou aumento de 67%. A produtividade média estadual em 2025 foi de 53 sacas/ha, com expectativa de alta em 2026. Em termos comparativos, o conilon varia de 40 a 80 sacas/ha (podendo superar 100 sacas/ha com irrigação), enquanto o arábica costuma ficar entre 20 e 40 sacas/ha.

Segundo o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), mais de 660 municípios mineiros têm aptidão para o cultivo do conilon, indicando amplo potencial de expansão no estado.

Apesar das oportunidades de mercado, o cultivo exige maior tecnificação. Entre os desafios apontados estão a necessidade de irrigação eficiente, outorga de uso de água, manejo intensivo de podas, utilização de mudas clonais e nutrição mais exigente das plantas.

Produtores têm adotado o conilon como estratégia para diversificar renda e reduzir riscos climáticos, frequentemente mantendo sistemas mistos com arábica sem substituí-lo completamente.

Com informações de Gazetadotriangulo

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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