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quinta-feira, outubro 22, 2026

Volkswagen Tera vira o segundo SUV mais vendido do país, vai bem na cidade e enfrenta limitações na estrada

Lançado em meados de 2025, o Volkswagen Tera rapidamente ganhou espaço no mercado e alcançou o segundo lugar nas vendas do país. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o SUV compacto registrou mais de 18 mil emplacamentos no primeiro trimestre de 2026, superando modelos como Jeep Renegade, Fiat Pulse e Renault Kardian.

Com preço inicial de R$ 107,2 mil, o Tera foi o primeiro modelo totalmente inédito da Volkswagen desde o Nivus, apresentado em 2020. O g1 passou uma semana com o veículo, testando-o em trajeto urbano e em uma viagem de cerca de 120 km, para avaliar acertos e limitações do conjunto.

Acabamento e design

O interior do Tera se distanciu um pouco do chamado “plástico Volkswagen” presente em Polo, T-Cross, Nivus e Taos, adotando diferentes texturas e acabamentos que criam contraste na cabine. Ainda assim, o acabamento não chega a rivalizar com o toque macio de alguns concorrentes chineses. A proposta lembra a adotada pela Fiat em Argo e Pulse, e tira a sensação de uniformidade entre os modelos da marca.

Na parte externa, a marca preservou traços que remetem ao Polo, mas a dianteira ganhou assinatura própria com luzes diurnas em LED, permitindo identificar o modelo de imediato. A central multimídia fica destacada no console, em formato de “tablet”, e permite instalar aplicativos sem pareamento com celular, como Spotify, Waze, PlayKids, SemParar, Estapar e iFood.

Tecnologia e itens

O Tera traz ainda o assistente virtual Otto, que explica trechos do manual, indica manutenção, informa a previsão do tempo e sugere rotas. O uso do Otto, porém, é cobrado: a assinatura custa R$ 59,90 mensais. Entre pontos criticados pela reportagem estão o freio de mão manual presente em todas as versões e o apoio de braço do motorista, pequeno e fixado ao assento, que evidencia a ausência de um compartimento entre os bancos.

Desempenho

O modelo avaliado utiliza o motor 1.0 turbo já conhecido no Polo. Pela semelhança de dimensões e peso, a impressão ao volante é semelhante à do hatch: suspensão bem acertada, direção com boa calibração e posicionamento de condução confortável. No entanto, foi observado atraso entre o momento da pressão total no acelerador e a resposta do motor — na ordem de três segundos em determinadas situações —, o que se mostrou incômodo em ultrapassagens em estrada. O g1 apurou que esse comportamento está relacionado à fase Proconve L8, em vigor desde 1º de janeiro de 2025, que visa reduzir emissões.

Em uso urbano na cidade de São Paulo, onde velocidades raramente superam 60 km/h, o Tera se comportou bem. O porta-malas tem 350 litros, valor alinhado com concorrentes diretos: Fiat Pulse 370 litros; Renault Kardian 358 litros; Citroën Basalt 490 litros; Jeep Renegade 320 litros.

Posicionamento e concorrência

Na versão topo de linha, Tera Highline, o preço divulgado foi de R$ 146.190. A comparação de preço com outros modelos citados na reportagem mostra alternativas como Chevrolet Spark (a partir de R$ 144.990), BYD Dolphin (a partir de R$ 149.990), Geely EX2 (a partir de R$ 123.800), GAC GS3 (a partir de R$ 129.990) e Caoa Chery Tiggo 5X Sport (a partir de R$ 124.990). Segundo o texto, com exceção do GAC GS3 e do Tiggo 5X Sport, os demais listados são elétricos.

Após a semana de uso, a avaliação indica que a Volkswagen avançou no acabamento, mas o Tera topo de linha ainda fica atrás de alguns concorrentes chineses em qualidade percebida e preço. Para quem prioriza economia e manutenção dentro da rede já estabelecida da Volkswagen, o Tera oferece a experiência esperada da marca em uso urbano; para quem busca mais espaço e acabamento por valor semelhante, modelos como GAC GS3 e Tiggo 5X Sport aparecem como alternativas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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