Por volta das 6h30 (Brasília UTC-3), o preço do petróleo permanecia em nível elevado nesta sexta-feira (1º), pressionado pelas dúvidas sobre a guerra entre os Estados Unidos e o Irã e pelos possíveis impactos desse confronto na oferta global da commodity.
O barril do Brent, referência internacional, negociava a US$ 112,03, alta de 1,48%, enquanto o petróleo de referência dos Estados Unidos avançava para US$ 105,19.
As incertezas sobre a concretização de um cessar-fogo temporário de três semanas persistem depois de declarações do líder supremo iraniano de que o país manterá suas capacidades nucleares e de mísseis. Esse posicionamento aumenta a pressão sobre o governo dos EUA, que vem avaliando alternativas para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás.
Após a forte alta observada na véspera, o mercado mostrou sinais de acomodação. Na quinta-feira, o Brent com entrega em julho chegou a atingir US$ 114,70, recuou para perto de US$ 107 e fechou o pregão em US$ 110,40. Durante o período de conflito, o preço chegou a bater US$ 119,50, enquanto que antes do início das hostilidades o barril era cotado em torno de US$ 70.
Com grande parte das praças financeiras fechadas pelo feriado do Dia do Trabalhador, a movimentação nas bolsas ficou reduzida. Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,6%. No Japão, o Nikkei avançou 0,7%, e na Austrália o S&P/ASX 200 subiu 0,9%.
Nos Estados Unidos, onde o 1º de maio não é feriado, os contratos futuros sinalizavam alta após uma sessão de recordes no pregão anterior. O S&P 500 ganhou 1% e atingiu novo patamar histórico, o Dow Jones subiu 1,6% e o Nasdaq renovou seu recorde. O desempenho foi impulsionado por balanços de grandes empresas: a Alphabet subiu 10% com lucro acima do esperado; a Meta caiu 8,7% após previsão de aumento de gastos com inteligência artificial; e a Microsoft recuou após elevar suas estimativas de investimentos.
Dados recentes indicam que a economia americana perdeu ritmo no início do ano e que a inflação subiu em março, ao mesmo tempo em que os pedidos de seguro-desemprego caíram, sinalizando menor número de demissões.
Com informações da Associated Press.
Com informações de G1




