Representantes do Parlamento Europeu foram recebidos nesta quarta-feira, 6 de maio, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto, em Brasília, para tratar dos próximos passos do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou recentemente em vigor e formou uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.
O tratado, assinado no final de janeiro em Assunção, no Paraguai, prevê a redução significativa de tarifas sobre produtos brasileiros exportados à Europa. No momento, sua aplicação está em caráter provisório, dependente da análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, processo que pode durar até dois anos.
Expectativas e Impactos do Acordo
Durante o encontro, o deputado português Hélder Sousa Silva manifestou otimismo quanto à aprovação definitiva do acordo, ressaltando a importância do parecer do Tribunal de Justiça e da posterior ratificação pelo Parlamento Europeu.
Com a implementação do acordo, mais de 80% das exportações brasileiras para o continente europeu passaram a ter as tarifas de importação zeradas, o que amplia a competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu. Estima-se que, nesta fase inicial, mais de 5 mil itens brasileiros já constem com tarifa zero, entre bens industriais, alimentos e matérias‑primas.
Da parcela beneficiada, aproximadamente 93% corresponde a bens industriais, indicando que a indústria brasileira deverá ser a principal beneficiária no curto prazo.
Geraldo Alckmin afirmou que o tratado foi negociado de forma equilibrada e inclui salvaguardas para setores produtivos. O presidente em exercício também destacou que o multilateralismo favorece a sociedade ao possibilitar acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos.
Além disso, o governo brasileiro definiu recentemente cotas tarifárias, que fixam limites para a importação e exportação de mercadorias com impostos reduzidos ou eliminados. Essas cotas representam 4% das exportações do Brasil e 0,3% das importações, o que indica que a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia será realizada sem restrições expressivas.
O acordo abrange 31 países, alcança um mercado de 720 milhões de consumidores e envolve um Produto Interno Bruto conjunto superior a 22 trilhões de dólares. As expectativas apontam que a aplicação efetiva do tratado trará ganhos relevantes para a economia brasileira e fortalecerá o relacionamento comercial entre os blocos.
Com informações de Uberlandianofoco




