O setor pecuário brasileiro está em alerta por causa da escassez de vacinas contra clostridioses, problema que atinge produtores em vários estados e teve início no começo de 2026. A falta de imunizantes foi agravada pela saída do mercado de uma fabricante que respondia por cerca de 40% das doses comercializadas no país, o que comprometeu o abastecimento.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), há trabalho conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para acelerar a recomposição dos estoques. O tema foi tratado recentemente durante a Expozebu, em Uberaba, onde representantes do setor se reuniram com o Sindicato da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) em busca de medidas emergenciais.
Impactos no manejo e riscos ao rebanho
As clostridioses englobam doenças graves causadas por bactérias presentes no solo e no intestino dos animais, como botulismo, tétano e manqueira. Em geral, o tratamento é pouco eficaz após o estabelecimento da infecção, o que torna a vacinação a principal ferramenta de proteção. Conforme informado pelo Sindan nas discussões no Triângulo Mineiro, “A regularização só deverá ocorrer no segundo semestre desse ano”.
Enquanto não há normalização do fornecimento, o Sistema Faemg Senar orienta os pecuaristas a reforçarem medidas de manejo. Entre as recomendações estão a atenção à suplementação mineral, o descarte adequado de carcaças para reduzir riscos de contaminação e a prioridade na vacinação de animais que ainda não receberam nenhuma dose, caso surjam pequenos lotes disponíveis.
Medidas do Ministério da Agricultura
O Mapa informou que está adotando ações para ampliar a produção nacional e facilitar importações de vacinas. A pasta já liberou mais de 14 milhões de doses, entre produtos fabricados no país e importados, na tentativa de mitigar a escassez. A projeção divulgada é de que, até dezembro, o mercado passe a receber entre 8 milhões e 10 milhões de doses por mês.
A expectativa do Ministério é disponibilizar aos produtores mais de 100 milhões de doses até o fim do ano. Até lá, a vigilância sanitária nas propriedades segue sendo apontada como a principal estratégia para reduzir perdas econômicas e evitar mortes de bovinos por doenças letais.
Com informações de Regionalzao




