A Petrobras informou, na sexta-feira, 15 de maio de 2026, que vai aplicar R$ 17,6 bilhões na Refinaria de Paulínia (Replan) como parte de um pacote de investimentos de R$ 37 bilhões previstos para o estado de São Paulo até 2030.
Entre os projetos anunciados está a entrada em produção de combustível de aviação sustentável (SAF) na Replan até dezembro de 2026, por meio da técnica de coprocessamento, que mistura matérias-primas renováveis ao petróleo durante o refino. A estatal detalhou que essa rota permitirá produzir combustível com parcela de origem renovável utilizando a infraestrutura já existente na refinaria.
A empresa também confirmou o desenvolvimento de uma planta específica para produzir SAF a partir de etanol, pela rota conhecida como ATJ (álcool para jato). O projeto encontra-se em fase de engenharia, com previsão de abertura de licitação a partir de 2027, e capacidade estimada em cerca de 10 mil barris por dia.
Além da produção de SAF, a Petrobras anunciou investimentos para ampliar a capacidade de refino da Replan em aproximadamente 5%, o que equivale a cerca de 25 mil barris por dia. O investimento nessa expansão foi estimado em R$ 6 bilhões e deverá ser executado durante uma parada de manutenção programada para o primeiro semestre de 2027.
Atualmente, a Replan processa cerca de 434 mil barris por dia, o que representa aproximadamente 20% da capacidade de refino do país, segundo a Petrobras.
O plano de produção de combustíveis mais limpos inclui o uso de resíduos como matérias-primas: óleos vegetais, gorduras de origem animal e óleo de cozinha usado, este último coletado por cooperativas. A Petrobras afirmou que a proposta busca integrar a produção de combustíveis com iniciativas de economia circular, reduzindo emissões e reaproveitando resíduos.
Outro projeto previsto é a instalação de uma usina fotovoltaica dentro da Replan, com capacidade de 20 megawatts, também com início de operação previsto ainda em 2026. A companhia informou que a energia gerada será consumida internamente pela refinaria, como parte da estratégia para reduzir o uso de gás natural nas unidades e ampliar a eficiência energética.
Segundo a Petrobras, essas iniciativas devem provocar uma mudança gradual no perfil da refinaria, que continuará produzindo derivados fósseis enquanto amplia a produção de alternativas consideradas mais limpas, com foco especial no setor de aviação.
Com informações de G1




