O Ministério da Fazenda emitiu alerta sobre um golpe que usa um site falso, com aparência de páginas oficiais do governo, para cobrar taxas de pessoas interessadas em renegociar dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil (Desenrola 2.0).
Segundo a pasta, criminosos estão prometendo “limpar o nome” dos usuários em até cinco dias e exigindo pagamento por meio de transferências via Pix, apresentadas como “taxas administrativas” ou de “processamento eletrônico”. O site fraudulento pede a consulta de CPF para checar uma suposta elegibilidade e usa um chat para coletar informações sobre o tipo de dívida, como cartão de crédito.
O ministério reforçou que o programa não cobra qualquer tipo de taxa e orientou que os interessados devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras com as quais têm dívidas para confirmar as condições de renegociação. A nota pública ressalta que a celebração de acordos depende das instituições financeiras e não de intermediários que solicitem pagamentos prévios.
O que é o Desenrola 2.0
O Novo Desenrola Brasil, lançado no começo do mês, reúne iniciativas para facilitar a renegociação de débitos e oferecer crédito com custo menor. O programa mira principalmente pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos — o equivalente a R$ 8.105 — e inclui linhas específicas para diferentes públicos.
Entre as frentes do Desenrola 2.0 estão: Desenrola Famílias, Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural. Estudantes com dívidas em atraso há mais de 90 dias poderão renegociar pela modalidade Desenrola Fies. Agricultores familiares inadimplentes, micro e pequenas empresas, servidores, aposentados e pensionistas também têm acesso às medidas.
A equipe econômica projeta que até R$ 58 bilhões em débitos possam ser renegociados, abrangendo tanto dívidas antigas quanto recentes. O programa propõe condições que buscam facilitar o pagamento no dia a dia do consumidor, como possibilidade de descontos sobre o valor devido, limites para juros nas renegociações e estímulo à troca de dívidas mais caras por alternativas com custo menor.
O ministério recomenda cautela e que a consulta sobre elegibilidade e as negociações sejam feitas diretamente com as instituições credoras, evitando passar dados pessoais ou realizar pagamentos solicitados por sites ou contatos não oficiais.
Com informações de G1




