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quinta-feira, setembro 10, 2026

Confusão e agressões marcam sessão da CPMI do INSS após aprovação de quebra de sigilo de Lulinha

Uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi interrompida nesta quinta-feira (25) após uma reação violenta entre deputados, depois de o colegiado aprovar a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A votação que autorizou a medida ocorreu no curso da 32ª reunião da comissão.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram empurra-empurra e agressões físicas envolvendo parlamentares, entre eles os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (Novo-RJ). A confusão obrigou a suspensão da sessão por cerca de 15 minutos.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, citam um repasse de ao menos R$ 300 mil para o “filho do rapaz”, expressão que, segundo os investigadores, se refere a Lulinha. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu novas diligências da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) na Operação Sem Desconto incluiu autorização para essa fase de apuração, realizada em 18 de dezembro de 2025.

O que motivou o confronto

O pedido para elaborar relatórios de inteligência financeira e para a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís foi apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Além do pedido contra Lulinha, a CPMI aprovou outros 86 requerimentos durante a reunião, totalizando 87 solicitações votadas em bloco, sem discussão individual dos méritos.

Entre os requerimentos aprovados estão a quebra dos sigilos do Banco Master e convocações de ex-executivos e terceiros, como Augusto Ferreira Lima, ex-executivo e sócio do banco; o ex-deputado André Luis Dantas Ferreira (conhecido como André Moura); a empresária Danielle Miranda Fontelles; e Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Após a proclamação do resultado dos 87 requerimentos, deputados e senadores presentes entraram em confronto físico, com troca de empurrões e socos, resultando na paralisação temporária da sessão. O deputado Rogério Correia reconheceu ter agredido um colega, afirmou que foi empurrado e que caiu no chão, e pediu desculpas pelo episódio.

O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou intenção de recorrer e de pedir anulação da votação, alegando irregularidade no resultado. Nas redes sociais, o deputado Alencar Braga afirmou que havia maioria favorável aos requerimentos e criticou a condução do presidente da CPMI, que teria declarado haver apenas sete votos quando, segundo Braga, existiam 14 — incluindo nove deputados e cinco senadores.

Os deputados e senadores vão decidir os próximos passos do colegiado para apurar os fatos relacionados à Operação Sem Desconto e às medidas aprovadas na reunião.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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