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quinta-feira, outubro 29, 2026

Dólar sobe no início do dia com atenções voltadas a negociações EUA-Irã e cenário eleitoral brasileiro

Resumo: O dólar abriu a sessão desta terça-feira (19) em alta, influenciado por movimentações no cenário internacional relacionadas aos Estados Unidos e ao Irã, além de repercussões domésticas ligadas ao quadro eleitoral no Brasil.

O câmbio avançou 0,43% na abertura, sendo negociado a R$ 5,0220. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, estava programado para iniciar as negociações às 10h.

No exterior, os preços do petróleo recuaram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que suspendeu por dez dias um ataque planejado contra o Irã e afirmar existir boa chance de um acordo nuclear com Teerã. Esses sinais reduziram temporariamente a pressão sobre os mercados de energia e afetaram o comportamento do dólar.

Internamente, investidores acompanharam a pesquisa AtlasIntel que indica ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Segundo o levantamento divulgado, em abril Flávio registrava 47,8% das intenções de voto contra 47,5% de Lula; na pesquisa mais recente, Lula passa a ter 48,9% e Flávio cai para 41,8%. A divulgação ocorreu após áudios em que o senador solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro virem a público.

O episódio reforçou a cautela entre investidores ao suscitar dúvidas sobre a capacidade da oposição de apresentar candidatura competitiva contra o presidente. Essa percepção influenciou expectativas sobre alternância no poder e possíveis efeitos nas contas públicas, com impacto sobre o câmbio e o desempenho da bolsa.

Também durante a manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Indicadores
Dólar – Acumulado da semana: -1,37%; Acumulado do mês: +0,93%; Acumulado do ano: -8,94%.
Ibovespa – Acumulado da semana: -0,17%; Acumulado do mês: -5,52%; Acumulado do ano: +9,84%.

Detalhes sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, admitiu ter pedido recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em áudio divulgado pelo site The Intercept Brasil — cuja existência e conteúdo foram confirmados pela TV Globo junto a investigadores e pessoas com acesso às informações —, Flávio solicita US$ 24 milhões, valor que, à época, correspondia a cerca de R$ 134 milhões. Posteriormente, o senador confirmou o envio da mensagem e afirmou não ter cometido irregularidade.

Até então, Flávio vinha negando envolvimento nas tratativas, enquanto intensificava críticas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso envolvendo a instituição. A Polícia Federal investiga se recursos ligados a Vorcaro foram usados para custear despesas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção do filme, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos financiou a permanência de Eduardo no exterior. A produtora GOUP Entertainment negou ter recebido recursos de Vorcaro ou de empresas sob seu controle societário.

Analistas de mercado e investidores entendem que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial, alterando expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus reflexos nas contas públicas, com impacto no câmbio e na bolsa.

Panorama internacional

Em Wall Street, os principais índices fecharam sem tendência única: o Dow Jones subiu 0,32%, o S&P 500 recuou 0,07% e o Nasdaq caiu 0,51%, com ações de tecnologia pressionadas e preocupações sobre possível interrupção no fornecimento de petróleo devido ao impasse entre EUA e Irã. Na Europa, o índice STOXX 600 avançou 0,5%, a 610,17 pontos; o FTSE 100 subiu 1,26%, a 10.323,75 pontos; o DAX registrou alta de 1,49%, a 24.307,92 pontos; e o CAC 40 ganhou 0,44%, a 7.987,49 pontos.

Na Ásia, a maior parte das bolsas encerrou em queda: Xangai caiu 0,09%, aos 4.131 pontos; o CSI 300 recuou 0,54%, aos 4.833 pontos; o Hang Seng perdeu 1,11%, aos 25.675 pontos; e o Nikkei teve baixa de 0,97%, aos 60.815 pontos. Relatos também indicaram redução de investimentos chineses em títulos do Tesouro dos EUA, pressionando o dólar nos mercados globais.

O conjunto desses fatores — tensões geopolíticas, notícias sobre financiamento de campanha e indicadores locais — guiou as primeiras movimentações do dólar e da bolsa nesta terça-feira.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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