A China autorizou, nesta quarta-feira (20 de maio de 2026), que três frigoríficos brasileiros voltem a exportar carne bovina ao país, após uma suspensão que estava em vigor desde março de 2025. A liberação foi comunicada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) após uma reunião entre representantes sanitários e comerciais do Brasil e da China realizada em Pequim.
Segundo a Abiec, a decisão reforça a confiança chinesa no sistema sanitário brasileiro e na qualidade da carne produzida no país. A entidade qualificou a autorização como um avanço importante para o setor exportador.
Entre as plantas reabilitadas consta a unidade de Mozarlândia (GO), pertencente à JBS, maior processadora de carne do mundo, informou Roberto Perosa, presidente da Abiec, à agência Reuters. Além dessa unidade da JBS, estavam impedidos de embarcar desde março de 2025 a planta da Frisa em Nanuque (MG) e a da Bon-Marte em Presidente Prudente (SP).
A suspensão temporária foi determinada pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) em março de 2025, por entender que determinados estabelecimentos estrangeiros não atendiam aos requisitos exigidos para o registro junto ao órgão. Na ocasião, a GACC não detalhou publicamente quais critérios específicos teriam sido descumpridos.
O ministro da Agricultura, André de Paula, nomeado no final de março de 2026, estava em viagem à China no momento da divulgação das novas autorizações. Em paralelo às reabilitações, o Ministério da Agricultura solicitou ao governo chinês a habilitação de 33 frigoríficos brasileiros para exportação ao mercado chinês, informou o secretário de comércio e relações internacionais da pasta, Luis Rua.
De acordo com apuração da Reuters citada pelo ministério, o pedido abrange 20 plantas de carne bovina, 11 de aves e duas de suínos. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e a China segue como o principal destino dos embarques brasileiros.
As autoridades brasileiras e chinesas mantêm negociações técnicas para normalizar e ampliar o fluxo de exportações entre os dois países.
Com informações de G1




