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domingo, novembro 1, 2026

Queda nos preços do suíno no Brasil é puxada por oferta elevada e demanda fraca

O preço do suíno no Brasil registra nova fase de queda, consequência da combinação entre oferta elevada para abate e fraco consumo no mercado interno. A situação tem impacto direto na cadeia produtiva, pressionando margens de produtores e alterando o comportamento de compra dos frigoríficos.

Com maior disponibilidade de animais prontos para abate, os frigoríficos têm reduzido o ritmo de compras e adotado postura mais conservadora, contribuindo para a retração nos valores pagos. Apesar da carne suína apresentar competitividade frente a outras proteínas, como bovina e de frango, isso não tem sido suficiente para reverter a tendência de baixa nos preços no atacado.

Consumo doméstico limitado freia recuperação

A demanda interna abaixo do esperado é apontada como principal elemento que impede a recuperação dos preços. A perda de poder de compra das famílias, sobretudo na reta final do mês, diminui a reposição nas gôndolas do varejo e reduz a velocidade de saída dos estoques, mantendo a pressão sobre os preços praticados ao longo da cadeia.

Embora a suinocultura tenha registrado avanços nas exportações, esses embarques ainda não compensam totalmente o excedente interno, o que limita a sustentação de uma alta mais consistente nos valores pagos aos produtores.

Queda nas médias nacionais de preços

Levantamentos recentes mostram recuo na média nacional do suíno vivo, que passou de R$ 5,53 para R$ 5,48. No atacado, os cortes de suínos também recuaram, com a média por quilo passando de R$ 9,00 para R$ 8,96.

As cotações apresentam variação entre as distintas regiões produtoras: algumas têm registrado estabilidade, enquanto outras apontam queda. Em São Paulo, por exemplo, o preço da arroba suína caiu de R$ 104,00 para R$ 103,00, refletindo a pressão observada em diversas localidades.

Exportações em alta no início de maio

Em meio ao cenário doméstico desafiador, as exportações de carne suína “in natura” avançaram nos primeiros dias úteis de maio. O Brasil embarcou 55,571 mil toneladas, gerando receita de US$ 138,459 milhões, desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O setor segue atento à evolução do consumo nas próximas semanas, uma vez que fatores como a renda das famílias e a competição entre diferentes proteínas poderão influenciar o ritmo de recuperação dos preços no curto prazo.

O acompanhamento dos indicadores de oferta, demanda e comércio exterior será determinante para as decisões de mercado nos próximos movimentos da cadeia suinícola.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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