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segunda-feira, novembro 2, 2026

Triângulo Mineiro está entre as regiões que menos receberam emendas estaduais em Minas

O Triângulo Mineiro figura entre as regiões de Minas Gerais que menos receberam recursos por meio de emendas parlamentares estaduais na atual legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O levantamento foi publicado pelo portal O Fator com base em informações públicas da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

De acordo com os dados analisados pelo veículo, a média de emendas pagas por habitante no Triângulo Mineiro foi de aproximadamente R$ 56 ao longo de 2024 e 2025. A pesquisa aponta forte desigualdade regional na distribuição dos recursos estaduais.

As médias de recursos por morador em cada região, segundo o levantamento, são as seguintes:

Região Metropolitana de Belo Horizonte — R$ 51 por habitante
Vale do Rio Doce — R$ 196 por habitante
Jequitinhonha e Mucuri — R$ 129 por habitante
Noroeste — R$ 112 por habitante
Zona da Mata — R$ 106 por habitante
Sul de Minas — R$ 88 por habitante
Alto Paranaíba — R$ 80 por habitante
Centro-Oeste — R$ 76 por habitante
Região Central — R$ 67 por habitante
Norte de Minas — R$ 64 por habitante
Triângulo Mineiro — R$ 56 por habitante

O Vale do Rio Doce aparece no topo do ranking com média de R$ 196 por habitante, valor que representa quase quatro vezes o montante proporcional destinado ao Triângulo Mineiro.

Região estratégica, mas com baixa participação

O resultado do levantamento chama atenção porque o Triângulo Mineiro concentra importantes centros econômicos do estado, como Uberlândia, Uberaba, Araguari e Ituiutaba, mas aparece atrás de regiões historicamente menos desenvolvidas do ponto de vista econômico.

Regiões como Jequitinhonha e Mucuri, Noroeste, Zona da Mata, Sul de Minas e Alto Paranaíba receberam, proporcionalmente, mais recursos por habitante do que o Triângulo.

Segundo a reportagem original assinada por Gabriel Ronan, os dados consultados vieram do Portal de Emendas Estaduais de Minas Gerais e consideraram apenas valores efetivamente pagos pelo Governo de Minas.

Emendas como instrumento político

O levantamento também observa que as emendas parlamentares, cuja execução é obrigatória, são um dos principais mecanismos de influência dos deputados estaduais sobre o orçamento. Foram consideradas tanto emendas individuais quanto transferências especiais, as chamadas “emendas Pix”, que permitem repasses diretos a municípios sem convênio prévio.

O relatório indica ainda que, nos bastidores políticos, deputados tendem a direcionar emendas para municípios com maior densidade eleitoral, o que reforça debates sobre representatividade regional dentro da ALMG. “Quando o assunto é distribuição de recursos, fica evidente quais regiões possuem maior articulação política dentro do estado”, disse um interlocutor ouvido pela Coluna Poder.

Com informações de Regionalzao

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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