A neuropsicóloga Dra. Leninha Wagner alerta para a necessidade de tratar a saúde mental com a mesma prioridade dada à saúde física durante a maternidade. Segundo a especialista, mudanças hormonais, novas responsabilidades, privação de sono e pressões sociais são fatores que podem comprometer o equilíbrio emocional da mulher no período da gestação e no pós-parto.
Quem e o que
Dra. Leninha Wagner destaca que reconhecer a necessidade de cuidado psicológico é um passo importante para evitar o agravamento de quadros emocionais. “A saúde mental deve ser vista como um pilar tão importante quanto a física durante a maternidade. Ignorar isso pode trazer impactos significativos para a mãe e também para o desenvolvimento do bebê”, afirma a profissional.
Quando e onde
As alterações emocionais mencionadas ocorrem com maior frequência durante a gravidez e nos meses seguintes ao parto. É comum que as mulheres vivenciem oscilações de humor, insegurança e ansiedade nesse período, mas a permanência ou intensificação desses sintomas exige atenção.
Como identificar e por que procurar ajuda
De acordo com a neuropsicóloga, nem toda alteração emocional representa um transtorno, mas é preciso observar a frequência, a intensidade e o impacto desses sintomas na rotina. “O acompanhamento profissional ajuda a diferenciar o que é esperado do que precisa de intervenção”, explica Dra. Leninha Wagner. Quando sentimentos se intensificam ou persistem, podem indicar depressão pós-parto ou transtornos de ansiedade.
Pressões sociais e risco
A idealização da maternidade e a cobrança por desempenho são apontadas como fatores que aumentam o desgaste psicológico. A sobrecarga emocional surge quando a mulher tenta assumir todas as responsabilidades sem reconhecer limites, o que pode gerar culpa, exaustão e isolamento. “A sobrecarga emocional é um dos principais fatores de risco. A mulher muitas vezes tenta dar conta de tudo sem reconhecer seus próprios limites, e esse cenário pode gerar culpa, exaustão e sensação de isolamento”, observa a especialista.
Impacto no vínculo com o bebê e estratégias de cuidado
Dra. Leninha Wagner ressalta ainda que o estado emocional da mãe interfere diretamente na relação com o bebê e no desenvolvimento afetivo da criança. “Quando a mãe está emocionalmente equilibrada, ela consegue estabelecer um vínculo mais consistente e responsivo com o bebê. Esse vínculo é essencial nos primeiros meses de vida”, diz ela.
Entre as práticas recomendadas para preservar o equilíbrio mental estão manter uma rede de apoio, priorizar o descanso quando possível, buscar escuta ativa e acompanhamento psicológico. “Não se trata de fazer tudo perfeitamente, mas de reconhecer limites e priorizar o autocuidado dentro do possível. A escuta ativa e o acompanhamento psicológico também são aliados importantes”, conclui Dra. Leninha Wagner.
Com informações de Revistasoberana




