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terça-feira, novembro 3, 2026

Saúde mental na maternidade: atenção à mente durante gestação e pós-parto

A neuropsicóloga Dra. Leninha Wagner alerta para a necessidade de tratar a saúde mental com a mesma prioridade dada à saúde física durante a maternidade. Segundo a especialista, mudanças hormonais, novas responsabilidades, privação de sono e pressões sociais são fatores que podem comprometer o equilíbrio emocional da mulher no período da gestação e no pós-parto.

Quem e o que

Dra. Leninha Wagner destaca que reconhecer a necessidade de cuidado psicológico é um passo importante para evitar o agravamento de quadros emocionais. “A saúde mental deve ser vista como um pilar tão importante quanto a física durante a maternidade. Ignorar isso pode trazer impactos significativos para a mãe e também para o desenvolvimento do bebê”, afirma a profissional.

Quando e onde

As alterações emocionais mencionadas ocorrem com maior frequência durante a gravidez e nos meses seguintes ao parto. É comum que as mulheres vivenciem oscilações de humor, insegurança e ansiedade nesse período, mas a permanência ou intensificação desses sintomas exige atenção.

Como identificar e por que procurar ajuda

De acordo com a neuropsicóloga, nem toda alteração emocional representa um transtorno, mas é preciso observar a frequência, a intensidade e o impacto desses sintomas na rotina. “O acompanhamento profissional ajuda a diferenciar o que é esperado do que precisa de intervenção”, explica Dra. Leninha Wagner. Quando sentimentos se intensificam ou persistem, podem indicar depressão pós-parto ou transtornos de ansiedade.

Pressões sociais e risco

A idealização da maternidade e a cobrança por desempenho são apontadas como fatores que aumentam o desgaste psicológico. A sobrecarga emocional surge quando a mulher tenta assumir todas as responsabilidades sem reconhecer limites, o que pode gerar culpa, exaustão e isolamento. “A sobrecarga emocional é um dos principais fatores de risco. A mulher muitas vezes tenta dar conta de tudo sem reconhecer seus próprios limites, e esse cenário pode gerar culpa, exaustão e sensação de isolamento”, observa a especialista.

Impacto no vínculo com o bebê e estratégias de cuidado

Dra. Leninha Wagner ressalta ainda que o estado emocional da mãe interfere diretamente na relação com o bebê e no desenvolvimento afetivo da criança. “Quando a mãe está emocionalmente equilibrada, ela consegue estabelecer um vínculo mais consistente e responsivo com o bebê. Esse vínculo é essencial nos primeiros meses de vida”, diz ela.

Entre as práticas recomendadas para preservar o equilíbrio mental estão manter uma rede de apoio, priorizar o descanso quando possível, buscar escuta ativa e acompanhamento psicológico. “Não se trata de fazer tudo perfeitamente, mas de reconhecer limites e priorizar o autocuidado dentro do possível. A escuta ativa e o acompanhamento psicológico também são aliados importantes”, conclui Dra. Leninha Wagner.

Com informações de Revistasoberana

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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