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terça-feira, novembro 3, 2026

Brasil precisa converter matriz limpa em estratégia industrial para liderar transição energética, diz estudo do FGV Clima

Um estudo do FGV Clima aponta que, embora o Brasil detenha uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, o país precisa transformar essa vantagem em uma estratégia industrial consistente para se destacar na economia de baixo carbono. A análise compara a posição brasileira com a de outras potências e traça caminhos para acelerar a descarbonização.

Indústria como eixo central da transição energética

O relatório integra a série “Desenhando o Futuro da Transição Energética Brasileira” e enfatiza o papel decisivo da indústria na meta brasileira de reduzir emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, em relação a 2005. A pesquisa lembra que o setor industrial responde por 23,4% do Produto Interno Bruto e consome 31,7% da energia no país, o que o torna um componente essencial para atingir os objetivos climáticos.

Aprendizados de experiências internacionais

O estudo destaca que não há um único modelo aplicável globalmente; diferentes países adotam estratégias alinhadas às suas realidades. A China se sobressai pela coordenação estatal e pela liderança em renováveis, enquanto os Estados Unidos recorrem a políticas industriais para estimular a transição. Essas experiências reforçam que previsibilidade regulatória e planejamento de longo prazo são fatores-chave para atrair investimentos e acelerar a descarbonização.

O documento identifica que o Brasil já conta com políticas climáticas em curso, mas aponta a falta de integração entre essas iniciativas como um obstáculo a ser vencido para potencializar investimentos e resultados.

Oportunidades na economia de baixo carbono

Entre os campos onde o país pode se destacar, o levantamento cita hidrogênio verde, biocombustíveis avançados e tecnologias de armazenamento de energia. Para converter sua vantagem energética em liderança econômica, o relatório ressalta a necessidade de políticas consistentes e financiamento de longo prazo. A articulação entre recursos naturais, inovação e competitividade pode gerar empregos qualificados e fortalecer economias locais.

O estudo conclui que aproveitar plenamente a posição energética favorável depende de ações coordenadas que transformem potencial em estratégia industrial.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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