Quem: seleção feminina dos Estados Unidos.
O que: elogios a Marta e preparação para dois amistosos contra o Brasil.
Quando: primeiro duelo neste sábado (6), às 18h30 (Brasília UTC-3); segundo confronto na terça-feira (9), às 21h30.
Onde: Neo Química Arena, em São Paulo (primeiro jogo); Arena Castelão, em Fortaleza (segundo jogo).
A seleção feminina dos Estados Unidos, dona de quatro títulos mundiais e cinco medalhas de ouro olímpicas, ressaltou a admiração por Marta Vieira da Silva e destacou a importância dos amistosos no Brasil como parte da preparação para o ciclo que culmina na Copa do Mundo de 2027. A equipe norte-americana treina no centro de treinamento (CT) do São Paulo antes do primeiro jogo, marcado para este sábado na Neo Química Arena.
A meia Rose Lavelle afirmou que jogar ao lado de Marta é uma experiência impressionante, lembrando que muitas jogadoras norte-americanas se inspiraram na brasileira ao longo da carreira e que enfrentar a atacante provoca nervosismo entre adversárias.
A capitã Lindsay Heaps destacou a técnica, a visão tática e a paixão de Marta pelo jogo, apontando a mentalidade vencedora da jogadora e a alegria que ela proporciona ao público.
A técnica Emma Hayes elogiou o time brasileiro, citando o treinador Arthur Elias e a dificuldade que a equipe canarinho impõe aos adversários. Hayes avaliou que o Brasil conta com jogadoras de alto nível nesta geração e que a equipe costuma manter um padrão elevado de atuação.
O retrospecto do confronto favorece os Estados Unidos: em 43 partidas entre as seleções, o Brasil soma apenas quatro vitórias. No entanto, o último duelo entre as equipes terminou com vitória brasileira por 2 a 1, no PayPal Park, em San Jose (Califórnia), com gols de Kerolin e Amanda Gutierres — essa foi a primeira vitória do Brasil em solo norte-americano.
As norte-americanas estão presentes em todas as edições da Copa do Mundo feminina desde 1991, mas precisarão garantir a vaga para o Mundial de 2027 ficando entre as quatro melhores seleções da Concacaf no torneio que elas mesmas vão sediar, entre 27 de novembro e 5 de dezembro.
Hayes também comentou sobre o crescimento do futebol feminino, caracterizando-o como uma indústria em expansão e ressaltando que o Mundial pode trazer maior investimento e profissionalização ao futebol feminino no Brasil, além de incentivar meninas a permanecerem na prática esportiva por mais tempo.
Historicamente, o Brasil teve derrotas em finais olímpicas contra os Estados Unidos (Atenas, Pequim e Paris), mas também conquistou títulos em casa contra as norte-americanas: nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Maracanã, venceu por 5 a 0; e no Torneio Internacional de Brasília de 2014, um empate sem gols no Mané Garrincha assegurou o título às brasileiras pela campanha geral — esse foi o último encontro entre as equipes em solo brasileiro.
Além do amistoso em São Paulo, Brasil e Estados Unidos se enfrentam novamente na terça-feira (9), às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza.
Com informações de Agência Brasil




