Itapetininga (SP) — Com a aproximação da Copa do Mundo, produtores de grama em Itapetininga intensificaram a comercialização de mudas destinadas a estádios, centros de treinamento, clubes e escolas de futebol. Uma das propriedades da região reúne 50 alqueires de plantio, área que equivale a 169 campos de futebol, e concentra cultivares voltadas especificamente para uso esportivo.
O trabalho é coordenado por Emerson Terra Rocha Júnior, cuja família atua no setor há mais de 35 anos. Ele descreve um processo que vai desde o preparo do solo até a retirada e entrega das placas de grama aos clientes. A empresa mantém outras fazendas na mesma região e também produz em áreas de Minas Gerais. Cerca de 10% da produção é destinada ao futebol, com foco em clubes do Sudeste.
Entre as variedades mais solicitadas está a grama esmeralda, valorizada pela resistência e pela adaptação às condições dos estádios brasileiros. Outra espécie com uso recorrente nos campos é a bermuda, reconhecida pela capacidade de suportar o pisoteio intenso dos atletas.
O técnico agrícola João Marcos Rochel ressalta que a escolha do tipo de grama interfere na qualidade do campo e no comportamento das partidas. Gramados bem cuidados e uniformes facilitam o deslocamento da bola e a movimentação dos jogadores, além de contribuir para a absorção de impactos e a diminuição do risco de lesões.
Também na região, o empresário Guilherme de Souza administra mais de 100 alqueires de plantio. Segundo ele, metade do que é colhido na propriedade é vendida para equipes, clubes e escolas. Guilherme relata que, nas últimas semanas, as vendas do segmento cresceram mais de 50%, um aumento atribuído à expectativa gerada pela competição internacional.
Produtores locais afirmam que, além de atender à demanda por materiais esportivos, o trabalho nas fazendas integra a preparação das estruturas que receberão jogos e treinos durante o torneio. A movimentação comercial envolve plantio, cultivo e logística de entrega para os diversos tipos de clientes atendidos na região Sudeste e em outros pontos do país.
O setor aguarda a continuidade da demanda ao longo do evento, enquanto mantém rotinas de manejo e colheita para garantir qualidade e uniformidade dos gramados fornecidos.
Com informações de G1




