A indústria de saúde animal no Brasil registrou faturamento de R$ 12,8 bilhões em 2025, crescimento de 7,9% em relação a 2024, segundo levantamento do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan). O resultado evidencia a importância do setor para a produção agropecuária e para a segurança sanitária do país.
O desempenho do segmento foi impulsionado pela adoção de tecnologias voltadas à prevenção e ao controle sanitário, que, na avaliação do Sindan, têm contribuído para elevar a produtividade das cadeias pecuárias. Essas práticas são apontadas como essenciais para a manutenção da saúde dos rebanhos e para a qualidade dos alimentos disponibilizados ao consumidor.
Setor consolida papel estratégico no agronegócio
Emílio Salani, vice‑presidente executivo do Sindan, destacou que a trajetória de expansão da indústria reflete sua maturidade e o papel estratégico dentro do agronegócio brasileiro. Salani enfatizou ainda que o setor é peça-chave para a produção agropecuária e para a segurança alimentar, além de colocar o bem‑estar animal entre as prioridades das empresas.
Segundo o executivo, os investimentos contínuos em inovação permitem que as companhias se adequem tanto às exigências do mercado interno quanto às demandas de compradores internacionais, contribuindo para a competitividade do Brasil no comércio global de proteínas.
Bovinos e avicultura puxam receita
O segmento de bovinos manteve a liderança no faturamento, representando 47% do total da indústria em 2025. A pecuária de corte e de leite segue como um dos principais motores da demanda por produtos veterinários, com foco em elevar produtividade e garantir sanidade dos rebanhos.
A avicultura também apresentou crescimento relevante, beneficiada pelo aumento das exportações e pela maior demanda externa por carne de frango. Esse movimento elevou o consumo de vacinas, antiparasitários e outros insumos de saúde animal nesse segmento.
Mercado pet segue relevante
O segmento de animais de companhia registrou ligeira queda na participação sobre o faturamento total, mas permanece como mercado importante. Gabriela Mura, diretora de mercado do Sindan, afirmou que a redução percentual decorre do fortalecimento das cadeias de bovinos e aves, e não de um encolhimento do mercado pet.
Os resultados de 2025 reforçam o papel da indústria de saúde animal na segurança alimentar e na competitividade do agronegócio brasileiro, com expansão sustentada e maior cobertura sanitária que sustentam a produtividade pecuária.
Com informações de Uberlandianofoco




