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terça-feira, novembro 3, 2026

Setores que devem lucrar com a Copa do Mundo de 2026 incluem turismo, cerveja e apostas

Transmissão: Globo | YouTube

A Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre Estados Unidos, Canadá e México, tem potencial para movimentar bilhões de dólares e beneficiar vários setores da economia, segundo estudos e avaliações de analistas financeiros. O torneio, marcado para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, será o maior da história e a primeira edição organizada por três países.

Um estudo de impacto socioeconômico da Fifa, em parceria com a Organização Mundial do Comércio (OMC), projeta que o evento pode acrescentar aproximadamente US$ 41 bilhões — cerca de R$ 212 bilhões — ao Produto Interno Bruto (PIB) global. Analistas apontam que esse aumento nos gastos dos consumidores deve beneficiar do turismo ao varejo e à indústria de artigos esportivos.

No setor hoteleiro, a consultoria B. Riley estima a chegada de 13,1 milhões de visitantes, com cerca de 21,3 milhões de diárias reservadas por meio de plataformas de viagem. Redes como Marriott, Hilton e Hyatt e plataformas como Airbnb, Booking e Expedia aparecem entre as empresas que podem receber maior demanda. A Marriott projeta que o impulso pode perdurar até o terceiro trimestre, e o Airbnb destaca ganhos potenciais para anfitriões nas regiões de Nova York-Nova Jersey, Boston e Los Angeles.

Companhias aéreas também podem registrar impacto positivo, segundo o Goldman Sachs, que aponta que junho costuma ter menor fluxo de viagens corporativas para os Estados Unidos, abrindo espaço para aumento de demanda relacionado à Copa. Ainda assim, a alta nos preços do combustível de aviação, em meio ao conflito envolvendo o Irã, levou aéreas americanas a reajustarem tarifas, o que pode provocar adiamentos ou cancelamentos de viagens.

No segmento de bebidas, a corretora Jefferies estima que mais de 1 bilhão de copos de cerveja serão consumidos durante o torneio, o que poderia elevar em 0,3% o volume vendido globalmente. Mercados como Estados Unidos, México, Brasil e China devem registrar os maiores ganhos. Analistas ressaltam que 75% dos jogos ocorrerão nos EUA e que 84% das partidas das seleções acontecerão em fusos horários favoráveis ao consumo. Empresas citadas como potenciais beneficiadas incluem Anheuser-Busch InBev, patrocinadora oficial e fabricante da Corona, além da Heineken.

O varejo e os fabricantes de material esportivo também tendem a ser favorecidos. O Goldman Sachs prevê aumento na demanda por produtos oficiais e por itens relacionados ao evento, beneficiando redes especializadas e marcas como Adidas, Puma e Nike. A Adidas pode obter ganhos adicionais por fornecer a bola oficial e uniformes para diversas seleções.

Supermercados, redes de alimentação, restaurantes e serviços de delivery podem registrar incremento nas vendas devido ao maior consumo das famílias e ao turismo, aponta o Citi. Redes de pizzarias e distribuidoras de alimentos estão entre as que podem se beneficiar do movimento.

Em mídia e plataformas digitais, analistas do Deutsche Bank esperam a maior receita publicitária da história da Copa nos Estados Unidos. O Morgan Stanley estima que a Fox, detentora dos direitos de transmissão em inglês, pode gerar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões em receitas publicitárias, enquanto o Deutsche Bank destaca a Telemundo, com direitos em espanhol. Plataformas digitais como YouTube e Instagram também devem ver aumento de audiência e engajamento, segundo o Citi.

No mercado de apostas esportivas, o Deutsche Bank projeta desempenho acima da média para empresas do setor, impulsionado pelo aumento do volume de apostas. O banco Macquarie estima que o montante global apostado supere US$ 50 bilhões durante a competição — quase US$ 500 milhões por partida — comparado aos mais de US$ 35 bilhões registrados em 2022.

O torneio deve, portanto, gerar movimentos significativos em vários segmentos da economia, conforme as projeções de entidades e instituições financeiras.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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