A Airbus divulgou na terça-feira (9) o protótipo em tamanho real do U145, um helicóptero concebido para operar de forma autônoma, sem piloto a bordo. A fabricante europeia apresentou a nova aeronave durante a feira aeroespacial ILA Berlin e informou que o primeiro voo de teste está previsto para o fim de 2026, com possível entrada em operação no início da próxima década.
O U145 é derivado do modelo H145 e deve empregar sensores e inteligência artificial para realizar missões sem intervenção humana. A aeronave foi projetada para uso civil e militar, com ênfase no transporte de grandes volumes e em operações multimissão.
Segundo a Airbus, o H145 — base do novo modelo — possui mais de 1.800 unidades em serviço e acumula mais de 8,5 milhões de horas de voo. O H145 tem capacidade para oito passageiros e pode realizar voos de até 3h35 (Brasília UTC-3), alcançando cerca de 650 km com um único tanque; a empresa não revelou se essas especificações de autonomia serão mantidas no U145.
Em sua configuração prevista, o U145 contará com uma porta frontal para carregamento, uma mesa dobrável e piso reforçado para suportar grandes cargas. Para a fase inicial de ensaios, a Airbus informou que haverá um piloto de segurança a bordo do primeiro voo de teste, com poderes para intervir caso ocorra alguma anomalia. A fabricante prevê, porém, que em versões futuras a cabine não terá painel de comando.
Na descrição de aplicações, a Airbus destaca que o U145 poderá apoiar gestão de desastres, combate a incêndios, reconhecimento armado, vigilância e ainda atuar como “aeronave-mãe” para lançar outros dispositivos de voo. A empresa afirmou que pretende colaborar com especialistas em tecnologia autônoma para ampliar o ecossistema europeu de sistemas de aeronaves não tripuladas.
Este é o segundo projeto da Airbus Helicopters a partir de uma plataforma tripulada que evolui para uma versão não tripulada; o primeiro foi o VSR700, desenvolvido com base no Cabri G2.
O cronograma de testes e a transição para operações sem piloto refletem a estratégia da Airbus de integrar capacidades autônomas em aeronaves destinadas a missões variadas, tanto civis quanto militares.
Com informações de G1




