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A Copa do Mundo 2026 começou em 10 de junho e a seleção brasileira estreia no torneio no sábado, 13 de junho, contra Marrocos. O calendário inicial da equipe prevê os três primeiros confrontos à noite, no horário de Brasília, e dois desses jogos caem em dias úteis — situação que pode se repetir caso o Brasil avance de fase. A competição será disputada entre 11 de junho e 19 de julho, em Estados Unidos, Canadá e México.
No ambiente corporativo, é comum que empresas optem por liberar funcionários ou flexibilizar jornadas em dias de partida, mas não existe obrigação legal para isso. Profissionais que desejam acompanhar as partidas durante o expediente devem confirmar previamente se a prática é permitida pela empresa ou alinhar a questão com a liderança.
Orientações de especialistas e regras internas
Renato Mendes Baptista, CEO da Mendes Talent, recomenda consultar normas internas e combinar o comportamento com gestores antes das partidas. Segundo ele, torcer e participar de ações organizacionais pode contribuir para a integração das equipes, desde que não prejudique entregas, atendimento a clientes ou o respeito entre colegas. Entre os comportamentos que mais geram desconforto ele cita gritos excessivos, provocações insistentes, palavrões e abandono de responsabilidades. O uso exagerado do celular e das redes sociais também pode ser interpretado como descompromisso.
Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), afirma que a descontração gerada pela Copa não dispensa postura profissional. Ela orienta que gestores e colaboradores alinhem horários e demandas antes dos jogos e lembram que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite acordos de compensação de jornada, uma prática adotada por várias empresas durante grandes eventos esportivos. Antecipar entregas, usar áreas comuns para assistir aos jogos e compensar horas são alternativas citadas.
Fernando Pedro, diretor-geral da Assigna (Talenses Group), ressalta que o planejamento é essencial. Muitas empresas conseguem transmitir partidas, oferecer flexibilização pontual ou organizar pausas programadas sem comprometer a operação. Ele recomenda que o setor de Recursos Humanos estabeleça orientações claras sobre horários, uso de espaços comuns, dress code, consumo de álcool e conduta esperada, além de garantir que as atividades relacionadas à Copa sejam opcionais para evitar pressão sobre quem prefere manter a rotina.
Cuidados práticos no dia a dia
Especialistas recomendam medidas simples para conciliar trabalho e jogos: confirmar as regras da empresa antes de assistir às partidas; evitar comportamento que incomode colegas — como gritos, cantos ou provocações; não abandonar funções nem prejudicar atendimento e prazos; usar celular e redes sociais com moderação; e respeitar quem não acompanha a Copa. Também são apontados como condutas passíveis de penalização xingamentos direcionados a colegas, abandono do posto sem aviso, ignorar clientes e consumo excessivo de bebida alcoólica em ambiente corporativo.
Quando a empresa promover atividades internas — bolões, decoração ou transmissões — a recomendação é participar com bom senso e retornar ao trabalho assim que a partida terminar, preservando produtividade e convivência profissional.
Com informações de G1




