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terça-feira, novembro 3, 2026

Dólar cai a R$ 5,1619 com mercados atentos a conflito entre EUA e Irã e a situação fiscal do Brasil

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (11), recuando 0,20% e sendo cotado a R$ 5,1619 perto das 9h10 (Brasília UTC-3). As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, estavam previstas para começar às 10h.

O movimento no câmbio ocorre em meio à renovada apreensão dos mercados com a troca de ataques aéreos entre Estados Unidos e Irã e o receio de uma escalada dos confrontos. Apesar do alívio nos preços do petróleo no dia, analistas apontam que a alta recente da commodity já exerce pressão sobre a inflação global e tende a influenciar uma postura mais cautelosa dos bancos centrais, deixando-os mais inclinados a manter juros elevados.

Por volta das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, estava em queda de 1,37%, cotado a US$ 91,82. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, registrava perda de 1,22%, a US$ 88,93 o barril.

As pressões inflacionárias derivadas dos preços do petróleo também elevam a atenção para decisões monetárias. Nesta quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) realizava sua reunião de política monetária e a expectativa era de aumento das taxas de juros na zona do euro. Na próxima semana, acontecem as decisões do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil, na chamada “Superquarta”. A reunião do Fed será a primeira sob a presidência de Kevin Warsh.

No plano doméstico, o quadro fiscal do Brasil seguia em foco após a Comissão de Justiça do Senado aprovar, na véspera, medidas que podem elevar os gastos do governo em cerca de R$ 200 bilhões. Analistas citados indicam que a sustentabilidade das contas públicas é um desafio para a economia brasileira e pode pressionar por juros mais altos no país.

As cotações acumuladas indicavam, até o momento: dólar com alta acumulada na semana de 0,30%, no mês de 2,57% e queda no ano de 5,77%. O Ibovespa apresentava acumulado da semana em -0,21%, no mês em -2,95% e no ano em +4,68%.

No plano internacional, os novos confrontos entre EUA e Irã intensificaram a cautela nos mercados. Na véspera, o presidente dos EUA acusou o Irã de derrubar um helicóptero americano perto do Estreito de Ormuz e afirmou que os Estados Unidos “precisarão responder”. Uma autoridade militar norte-americana informou ao site Axios que um drone iraniano teria atingido o helicóptero Apache, provocando sua queda, mas a investigação ainda não havia concluído se o ataque foi intencional.

O presidente americano, que vinha buscando um acordo de paz na região, passou a adotar tom mais duro, chamando o Irã de “valentão do Oriente Médio” e afirmando que o país “terá que pagar o preço” por não aceitar um acordo. Em publicações na rede Truth Social e em entrevista à Fox News, ele afirmou que as Forças Armadas iranianas estariam muito fragilizadas, ameaçando novos ataques a infraestruturas, como usinas de energia e pontes, e disse que havia realizado uma operação no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros.

Na Ásia, as bolsas reagiram de forma mista: o CSI300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzen, caiu 0,55%; o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,65%; o SSEC (Xangai) perdeu 0,16%; enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,06% e o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,43%.

Mais detalhes sobre o dia no mercado seguiam sendo acompanhados por investidores e operadores.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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