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quarta-feira, novembro 4, 2026

Banco Central Europeu aumenta taxa de depósito pela primeira vez desde 2023 devido à pressão dos preços de energia

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta quinta-feira (11) um aumento em sua principal taxa de juros pela primeira vez desde 2023, elevando a taxa de depósito de 2% para 2,25%. A decisão reflete preocupações com a aceleração da inflação na zona do euro, atribuída em grande parte ao impacto nos preços de energia provocado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Em comunicado, o BCE afirmou que o conflito no Oriente Médio está criando pressões inflacionárias e condicionando as perspectivas econômicas de médio prazo para o bloco. A instituição ressaltou que o cenário continua marcado por incertezas e que há riscos tanto para a inflação quanto para o crescimento.

A autoridade monetária tomou a medida depois que a inflação anual na zona do euro subiu para 3,2% em maio, acima da meta de 2% que o BCE persegue. Além disso, o banco central revisou para cima sua projeção de inflação para 2026, elevando-a de 2,6% para 3%.

Durante entrevista coletiva em Frankfurt, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que o conflito regional tem aumentado o grau de incerteza sobre a economia europeia e que a decisão de subir os juros foi tomada por unanimidade pelo conselho da instituição. Lagarde classificou o ajuste como um gesto necessário no contexto atual e advertiu que permitir que a inflação se descontrole dificultaria o retorno à estabilidade de preços nos anos seguintes.

O BCE também divulgou uma leve revisão para baixo de sua previsão de crescimento da zona do euro em 2026, de 0,9% para 0,8%, mas observou que empresas e famílias já enfrentam custos de energia mais altos devido à guerra.

Economistas consultados por mercados têm opiniões divergentes sobre a eficácia do aumento: parte deles argumenta que a recente alta da inflação decorre predominantemente de choques na oferta de energia, e não de um excesso de demanda que justifique um aperto monetário. Ainda assim, o banco central sinalizou que prefere agir de forma preventiva, lembrando a experiência de 2022, quando respostas consideradas tardias à escalada inflacionária após a invasão da Ucrânia pela Rússia geraram críticas.

Embora Lagarde não tenha antecipado próximos passos na política monetária, a combinação de inflação acima da meta, preços de energia elevados e incertezas geopolíticas levou investidores a considerar a possibilidade de novos aumentos de juros nos meses seguintes.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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