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domingo, outubro 11, 2026

Ouro e outros ativos considerados seguros disparam com escalada de conflitos e incertezas

TRANSMISSÃO: Record

O ouro registrou nova alta nos mercados internacionais na segunda-feira (2 de março de 2026), impulsionado pela escalada de tensões no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O metal voltou a ser buscado como proteção por investidores no momento em que ações e outros ativos mais arriscados recuaram.

Nos últimos meses, a cotação do ouro havia seguido trajetória de alta, influenciada por incertezas políticas, dúvidas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos e maior demanda por parte de bancos centrais. Em janeiro, o metal atingiu recorde histórico de US$ 5.595 por onça, após ter superado pela primeira vez a marca dos US$ 5.000.

No período de 12 meses encerrado em fevereiro, o ouro acumulou valorização superior a 85%, desempenho bem acima do observado em outros investimentos populares. No mesmo intervalo, o Ibovespa subiu cerca de 54%, o índice de ações que pagam dividendos avançou quase 49% e as chamadas small caps tiveram alta em torno de 44%.

Analistas consultados atribuíram a valorização a uma combinação de fatores. Thiago Azevedo, sócio‑fundador da Guardian Capital, aponta que a expectativa de cortes de juros nas principais economias, o aumento das tensões geopolíticas e a busca por proteção do patrimônio levaram investidores a reduzir exposição a ativos de risco e aumentar posições em ativos considerados seguros.

O economista Mauriciano Cavalcante, da Ourominas, destacou a atuação dos bancos centrais, que vêm trocando parte de suas reservas em dólar por ouro. Segundo ele, o metal não depende de um país específico, diferentemente do dólar, e tende a preservar melhor o valor em períodos de guerras, sanções ou instabilidade financeira.

Especialistas também observam que movimentos pontuais de queda após recordes são naturais. Azevedo atribui recuos a realizações de lucro, fortalecimento do dólar e oscilações nas taxas de juros americanas. Ramiro Gomes Ferreira, cofundador do Clube do Valor, classificou o ouro como um “termômetro do medo”: quando piores cenários não se confirmam ou investidores vendem para consolidar ganhos, o preço costuma recuar.

Quanto ao investimento, o ouro segue sendo procurado como porto seguro e meio de diversificação, por não render juros e, historicamente, preservar capital em momentos de crise. Em relação à alocação, Mauriciano Cavalcante afirmou que a fatia dedicada ao metal pode variar entre 15% e 30% do patrimônio, segundo o perfil de risco; já Ramiro Ferreira recomendou cautela, sugerindo que a exposição não ultrapasse 3% a 5% da carteira para não comprometer o crescimento no longo prazo.

No Brasil, as formas de aplicar em ouro incluem a compra física de barras ou lâminas junto a empresas autorizadas (a partir de cerca de 1 grama), ETFs negociados na B3 como o GOLD11, fundos de investimento com foco no metal ou em empresas do setor, e contratos futuros, indicados para investidores experientes. O mercado projeta alta volatilidade no curto prazo, com tendência de alta no médio e longo prazos caso persistam incertezas geopolíticas e expectativas de cortes de juros nos EUA.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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