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sábado, setembro 19, 2026

Brasil tem terceiro maior cadastro de doadores de medula óssea, mas filas por transplante permanecem

Brasil figura entre países com maior número de doadores, mas compatibilidade ainda limita transplantes

O Brasil conta com um dos maiores registros de doadores de medula óssea do mundo, posição refletida tanto pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) quanto por levantamentos nacionais. O Redome reúne cerca de 5,9 milhões de voluntários cadastrados, o que coloca o país em terceiro lugar global, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha. Levantamentos nacionais apontam, por sua vez, aproximadamente 6,1 milhões de cadastros, o que equivale a cerca de 3,02% da população brasileira.

Mesmo com esses números expressivos, milhares de pacientes permanecem na fila aguardando um transplante. A Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) estima que mais de 2,5 mil pessoas hoje esperam por um procedimento que pode ser a única alternativa de tratamento para doenças como leucemia, linfoma e anemias graves. A campanha Junho Laranja reforça a necessidade de conscientização sobre a doação e a importância de manter os dados dos voluntários atualizados.

Desafio da compatibilidade genética

O principal entrave para a realização de transplantes não é apenas o total de inscritos, mas a dificuldade de encontrar compatibilidade genética entre doador e receptor. Em cerca de 25% dos casos, o paciente encontra um doador compatível na própria família; os demais dependem de buscas em bancos nacionais e internacionais. Em algumas situações, a chance de localizar um doador compatível fora do núcleo familiar chega a ser de uma pessoa a cada 100 mil cadastrados, o que evidencia a necessidade de aumentar tanto o volume quanto a diversidade genética do cadastro.

Distribuição regional e dados de Minas Gerais

Minas Gerais se destaca entre os estados, com 676.274 doadores cadastrados, número que corresponde a 3,29% da população do estado, estimada em cerca de 20,5 milhões de habitantes. No contexto da Região Sudeste, Minas responde por 25,14% dos registros, atrás apenas de São Paulo.

No Sudeste, os doadores cadastrados estão distribuídos da seguinte forma: São Paulo com 1.537.325 cadastros; Minas Gerais com 676.274; Rio de Janeiro com 282.497; e Espírito Santo com 194.236. Ao todo, a Região Sudeste concentra 2.690.332 doadores, quase metade do total registrado no país.

Participação por região

A participação regional dos doadores aponta o Sudeste na liderança, com 43,82% dos cadastros, seguido pelo Sul (20,00%), Nordeste (18,99%), Centro-Oeste (9,75%) e Norte (7,20%). Há ainda 0,23% dos registros sem região informada. Especialistas ressaltam que a ampliação e a atualização dos cadastros são fundamentais para aumentar as chances de compatibilidade genética e agilizar o atendimento aos pacientes.

Como se cadastrar

O registro como doador é feito em hemocentros habilitados e inclui a coleta de uma pequena amostra de sangue para análise genética e inserção dos dados no Redome. Após o cadastro, o voluntário integra o banco nacional e pode ser convocado caso seja identificado como compatível com algum paciente.

O aumento do número de doadores e a diversidade genética nos registros são apontados como elementos essenciais para reduzir o tempo de espera por transplantes e ampliar as possibilidades de tratamento para quem depende desse procedimento.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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