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domingo, outubro 11, 2026

Petrobras afirma que não há risco de desabastecimento, mas mercado de combustíveis prevê pressão por reajustes

A Petrobras informou que suas operações continuam seguras e com custos competitivos, devido ao uso de rotas alternativas que evitam a área do conflito no Oriente Médio. Em nota, a estatal disse que os fluxos de importação são, em sua maioria, provenientes de trajetos fora da região em crise e que as poucas rotas afetadas podem ser redirecionadas, não havendo, no momento, risco de interrupção nas importações ou nas exportações.

O comunicado da empresa ocorre em meio à escalada da guerra na região e ao anúncio, nesta segunda-feira (2), do fechamento do Estreito de Ormuz pelo governo do Irã, em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei. O Irã também declarou que pode atacar qualquer embarcação que tente atravessar o ponto estratégico.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas para a exportação de petróleo global, ligando países do Golfo — como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Um bloqueio nessa passagem ameaça interromper cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo bruto, o que tende a pressionar os preços internacionais da commodity.

Apesar da avaliação da Petrobras sobre a segurança das suas operações, atores do setor de combustíveis projetam pressão por altas nos preços internos nos próximos dias. Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), afirmou que a estatal deve aguardar a estabilização dos acontecimentos antes de decidir sobre ajustes, mas ressaltou que é esperado um movimento de aumento por parte de refinarias privadas.

Araújo também avaliou que o risco já foi em parte precificado pelos mercados. Ele estimou que o conflito pode se estender por algumas semanas ou até meses e projetou que o preço do petróleo deve oscilar em torno de US$ 80 por barril, possivelmente um pouco acima, sem tendência de retorno aos níveis de US$ 60 a US$ 65 vistos no passado.

Em reação à crise, os preços internacionais do petróleo chegaram a subir até 13%, ultrapassando US$ 82 por barril — o maior patamar desde janeiro de 2025.

As informações divulgadas pela Petrobras e os prognósticos do setor coincidem com a preocupação sobre a continuidade do abastecimento global e os efeitos no mercado doméstico, mas a estatal afirma não identificar, neste momento, interrupções nas operações de comércio exterior.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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