A franquia animada retorna às salas de cinema sete anos após o último filme: Toy Story 5 estreia nesta quinta-feira (18) em cinemas de todo o Brasil e coloca no centro da história a relação entre crianças e dispositivos digitais. No novo longa, Woody, Buzz, Jessie e os demais brinquedos enfrentam a concorrência de um tablet infantil chamado Lilypad, que passa a atrair toda a atenção de Bonnie e ameaça o espaço das brincadeiras tradicionais.
Quem é Bonnie e como o tablet muda a rotina
Bonnie é apresentada como uma menina tímida, com dificuldade de se enturmar na vizinhança. Diferente de muitos colegas que já estão habituados ao ambiente conectado, ela ainda prefere brincar com seus brinquedos. Para ajudar a socialização da filha, os pais presenteiam Bonnie com o Lilypad, um tablet infantil com jogos, aplicativos e recursos de comunicação.
Com a chegada do aparelho, os brinquedos deixam de ser o centro das atividades da menina, iniciando uma disputa entre o universo físico das brincadeiras e o mundo digital. Diante disso, Woody reúne novamente os amigos para tentar recuperar a atenção de Bonnie e recordar a importância da imaginação na infância.
Jessie assume papel de destaque
Uma das mudanças de destaque no filme é o protagonismo dado à cowgirl Jessie. Após anos dividindo espaço com Woody e Buzz Lightyear, Jessie lidera grande parte das ações voltadas a ajudar Bonnie. Na trama, a personagem não só busca proteger os brinquedos como também trabalha para que a menina ganhe confiança e faça novas amizades, evidenciando o papel do brincar no desenvolvimento emocional.
Debate sobre tecnologia e limites
O filme traz à tona a discussão sobre como inserir a tecnologia na rotina infantil. Mariana Bruno Chaves, pós-graduada em psicopedagogia e especialista em educação pela rede Kumon, ressalta que a tecnologia é uma realidade inevitável e que a ênfase deve mudar da proibição para a mediação familiar. Segundo a especialista, quando o uso é equilibrado e acompanhado, aparelhos digitais podem colaborar com aprendizagem, criatividade e autonomia.
Especialistas citados pela reportagem também alertam que o problema principal não é apenas o número de horas de exposição às telas, mas a passividade no consumo. Experiências que exijam raciocínio, leitura e interação social continuam sendo fundamentais para o desenvolvimento, e ferramentas educacionais bem estruturadas podem conciliar o digital com rotinas que promovam constância e autonomia sem prejudicar o crescimento infantil.
Desde o primeiro filme, lançado em 1995, a série Toy Story já abordou temas como amizade e mudanças. Neste quinto capítulo, a franquia atualiza seu foco ao incorporar o debate sobre o impacto das tecnologias digitais na infância e a busca por um equilíbrio entre o mundo virtual e as atividades fora das telas.
Com informações de Paranaibamais




