A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), comunicou que acionou a Polícia Federal para apurar a autoria e a extensão de um ataque cibernético que provocou o envio de uma notificação falsa a aparelhos móveis na madrugada deste sábado (20). A ocorrência aconteceu por volta de 1h30 (Brasília UTC-3).
Segundo a secretaria, a principal linha de investigação aponta para um ataque hacker coordenado. Como medida preventiva, a plataforma de envio conhecida como Defesa Civil Alerta foi tirada do ar. O órgão afirmou, em nota, que trabalha para restabelecer o serviço “quando todas as condições de segurança forem restabelecidas”.
O alerta falso foi disparado na categoria de “alerta extremo”, usada apenas para situações de risco iminente, como desastres naturais. Além de emitir uma sirene alta, a mensagem de texto continha apenas a palavra “misantropia”, termo definido como aversão ou ódio à humanidade. A notificação atingiu celulares em diversas regiões do país.
Como funciona o sistema
O sistema da Defesa Civil foi criado para transmitir avisos verídicos sobre eventos de risco imediato — por exemplo, enchentes ou outras ocorrências climáticas graves que exigem ação imediata da população. Em setembro do ano passado, a secretaria realizou uma série de testes durante a implementação da plataforma.
Não é necessário cadastro prévio para receber as mensagens: os alertas são direcionados conforme a cobertura de sinal dos aparelhos compatíveis com redes 4G e 5G. Por ser classificado como de urgência máxima, o “alerta extremo” faz soar o alarme mesmo quando o telefone está no modo silencioso.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou que mantém a investigação em andamento em conjunto com a Polícia Federal e que só reativará o sistema após garantir que as falhas de segurança foram sanadas.
Com informações de Paranaibamais




