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terça-feira, novembro 3, 2026

Acionistas processam conselho da Uber por suposta negligência em casos de assédio e agressão sexual

O conselho de administração da Uber Technologies foi alvo de uma ação judicial nesta segunda-feira (22) por parte de acionistas que acusam a gestão de permitir falhas de conformidade relacionadas a casos de assédio e agressão sexual.

A queixa foi apresentada no tribunal federal de San Francisco por investidores liderados pelo Sistema de Aposentadoria da Polícia e dos Bombeiros da Cidade de Detroit. No processo, os acionistas afirmam que membros do conselho ignoraram repetidos avisos — tanto internos quanto externos — sobre a incapacidade da empresa de tratar adequadamente denúncias de abuso sexual cometidas por motoristas.

Segundo a petição, a suposta supervisão insuficiente teria levado não apenas a milhares de processos individuais de vítimas de agressão sexual, mas também a ações movidas no ano passado pelo governo federal. Essas ações governamentais, afirmam os investidores, incluem acusações de que a Uber se recusou de forma recorrente a atender passageiros com deficiência, entre eles pessoas com animais de assistência ou cadeiras de rodas dobráveis, além de adotar práticas enganosas em cobranças e cancelamentos.

A ação derivativa busca obrigar os diretores a indenizar a própria Uber por alegadas violações de deveres fiduciários e da legislação federal de valores mobiliários. O CEO Dara Khosrowshahi consta como um dos réus. Os acionistas dizem que, ao longo dos quase nove anos em que Khosrowshahi está no cargo, ele manteve uma postura menos agressiva ao testar limites regulatórios do que seu antecessor, mas mesmo assim não teria abandonado práticas de contenção de custos no cumprimento de normas.

O processo destaca que, até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 processos relacionados a litígios supervisionados pelo tribunal de San Francisco, nos quais motoristas são acusados de conduta sexual imprópria. Os investidores também alegam que o conselho foi informado repetidamente de que menos de 40% dos usuários acreditam que a empresa leva a segurança a sério.

No início deste mês, a Uber e a concorrente Lyft entraram com uma ação contra a cidade de Nova York para tentar impedir a vigência de uma lei que, afirmam, dificultaria a remoção de motoristas considerados inadequados e potencialmente perigosos para passageiros. As ações da Uber acumulam queda superior a 25% desde o pico registrado em 22 de setembro.

A empresa, sediada em San Francisco, não respondeu de imediato a pedidos de comentário. Os advogados dos acionistas também não se manifestaram prontamente.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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