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quarta-feira, novembro 4, 2026

Golpes na venda de ingressos da turnê do BTS deixam fãs em prejuízo na Ásia

Demanda alta e fraudes online dificultam acesso a ingressos da turnê do BTS

Transmissão: Band

Fãs do BTS em vários países do Sudeste Asiático relatam perdas financeiras e frustração após caírem em golpes relacionados à venda de ingressos para a extensa Arirang World Tour, que começou em abril e segue até 2027. A turnê passará por 34 cidades e inclui 15 das 88 apresentações programadas na região, segundo relatos.

Uma jovem indonésia de 26 anos, identificada como Vevee, contou que passou horas na fila virtual do Ticketmaster em 9 de junho, mas não conseguiu comprar ingressos. Após tentativas oficiais frustradas, ela recorreu a uma conta de revenda no X e pagou US$ 1,2 mil por quatro lugares VIP — valor equivalente a aproximadamente dois meses do seu salário — e não recebeu mais resposta dos vendedores.

Casos semelhantes se multiplicaram: golpistas se infiltram em grupos de fãs e ofereciam suposto acesso exclusivo, preços menores ou até “procurações” para aparentar legitimidade. Autoridades emitiram alertas, mas as fraudes continuam. Estima-se que fãs no Sudeste Asiático perderam mais de US$ 100 mil em golpes ligados à turnê.

Em Singapura, a polícia recebeu pelo menos 62 denúncias envolvendo ingressos desde 1º de junho, com prejuízos superiores a 68 mil dólares de Singapura. Em resposta, a plataforma de comércio eletrônico Carousell suspendeu a revenda de ingressos até 22 de dezembro, data do último show do BTS na cidade. Na Malásia, foram registradas 28 queixas relacionadas a tentativas de compra fraudulentas; autoridades buscam rastrear “contas laranja” usadas nas transações.

A demanda por ingressos na região chegou a ser 15 vezes maior do que a oferta disponível, segundo a cobertura, e novas datas foram adicionadas em várias cidades. Jacarta e Bulacan, nas Filipinas, anunciaram um terceiro show cada, o que elevou ainda mais a competição entre os fãs.

Analistas consultados pela Reuters avaliaram que o BTS e a gravadora Hybe podem faturar quase US$ 2 bilhões com o retorno do grupo, considerando receitas de shows, produtos, licenciamento, vendas de álbuns e streaming. Os ingressos na região variam entre US$ 100 e US$ 300, com pacotes mais caros oferecendo passagem de som, assentos premium e produtos oficiais.

Entre as vítimas citadas, Juraluk Kunaruk, de 23 anos, levou a reclamação ao Parlamento da Tailândia em nome de 126 pessoas que transferiram centenas de dólares para um mesmo usuário no X, que desapareceu no dia da venda oficial. Juraluk diz ter perdido 25 mil baht (US$ 760) em um pacote que acreditava ser VIP.

Outra fã nas Filipinas, identificada como Cookie, de 30 anos, relatou ter verificado perfis e informações antes de pagar, mas foi bloqueada após a transferência e não recebeu os ingressos. Muitas vítimas dizem sentir vergonha e relutância em contar a familiares.

Organizadores e plataformas afirmam tomar medidas para reduzir a revenda ilegal e o uso de bots. A Ticketmaster informou ter reforçado a fiscalização contra cambistas e bots com tecnologia de IA e regras mais rígidas, como verificação de ingressos por endereço de e-mail e possibilidade de impedir entrada de ingressos revendidos. A empresa orienta que a compra seja feita somente por canais oficiais, lembrando que o site do artista indica os meios corretos.

Apesar das advertências, a promessa de última chance para conseguir entradas continua levando fãs a recorrer a revendedores não oficiais. Em alguns casos, após reorganizarem-se e adotar estratégias como usar diferentes conexões e contas, fãs conseguiram finalmente completar a compra por meios oficiais.

O fenômeno expõe tanto a intensidade da demanda pelos shows quanto a vulnerabilidade dos torcedores diante de esquemas de fraude online, que se aproveitam da competição por lugares limitados.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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