A 22ª edição da Feicorte, realizada em Presidente Prudente (SP), reuniu produtores, pesquisadores, empresários e investidores para apresentar novidades tecnológicas, discutir genética animal e avaliar perspectivas de mercado da pecuária brasileira. O evento, apontado como a maior feira da cadeia da carne na América Latina, ocorreu em uma região que concentra cerca de 2,3 milhões de cabeças de gado, o equivalente a aproximadamente 20% do rebanho paulista.
Ao longo da programação foram promovidos leilões, julgamentos de animais e rodadas de negócios. Segundo a sommelier de carnes Larissa Morales, a aproximação entre expositores e público favoreceu a geração de negócios: “As empresas ali em volta da arena proporcionam esse ambiente de negócios, que é um grande objetivo da Feicorte. Além disso, também muitos negócios sendo gerados na parte dos animais, na exposição deles, nos julgamentos”. Larissa acrescentou que, com seis leilões realizados durante o evento, a feira cumpre o papel de fomentar a cadeia produtiva e a rentabilidade dos participantes.
Entre as raças em destaque, o Wagyu chamou atenção pelo alto grau de marmoreio, característica que confere maciez e sabor diferenciados à carne. A representante comercial Sueli Francelino Almeida explicou que, sendo um taurino asiático originário do Japão, o Wagyu puro é mais sensível a carrapatos e ao calor, mas que o cruzamento tem sido usado como estratégia para incorporar essa genética e melhorar a qualidade da carne nos sistemas de produção brasileiros.
Outro atrativo foram os exemplares da raça Texas Longhorn, reconhecida pelos chifres que podem ultrapassar dois metros e pela adaptabilidade a climas extremos, o que despertou a curiosidade dos visitantes e sugeriu alternativas para diferentes sistemas produtivos no país.
Além das inovações tecnológicas e das oportunidades comerciais, a Feicorte serviu de palco para debates sobre desafios sanitários e comerciais enfrentados pela pecuária brasileira. Foram discutidos temas como o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa por parte da China e, em contrapartida, as restrições de importação impostas pela União Europeia. Assuntos que impactam um setor que movimentou quase R$ 1,5 bilhão apenas nos quatro primeiros meses do ano.
Com expositores de várias regiões e uma agenda centrada em inovação, a feira reforçou o papel da pecuária como componente estratégico do agronegócio nacional, mostrando como tecnologia, genética e conhecimento seguem influenciando a atividade no campo.
Com informações de G1




