Prisão de empresário ligado ao Banco Master
Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, foi detido pela Polícia Federal em São Paulo na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um esquema de fraudes financeiras atribuído a uma organização criminosa e inclui suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.
Além da prisão de Vorcaro, a PF cumpriu outros três mandados de prisão preventiva e 15 ordens de busca e apreensão em endereços nas regiões de São Paulo e Minas Gerais. Todos os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. A apuração recebe apoio técnico do Banco Central do Brasil.
A Justiça determinou também o afastamento de investigados de cargos públicos e decretou o bloqueio e o sequestro de bens que podem alcançar o montante de R$ 22 bilhões. A medida tem o objetivo de impedir a movimentação de recursos vinculados ao grupo e preservar valores que possam estar relacionados às irregularidades sob investigação.
Perfil e trajetória
Nascido em 6 de outubro de 1983, em Belo Horizonte, Vorcaro tem formação em Economia e concluiu MBA em Business/Managerial Economics pelo Ibmec. Aos 42 anos, integrou uma geração de empresários que ampliou a atuação nos setores financeiro, tecnológico e corporativo.
Vorcaro tornou-se conhecido nacionalmente após o Banco Master estabelecer operações de grande porte com o governo do Distrito Federal por meio do Banco de Brasília (BRB). Em operações que hoje estão no centro das apurações da Polícia Federal, o BRB adquiriu títulos de crédito emitidos pelo Banco Master.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. A investigação busca esclarecer a origem dos recursos envolvidos nas operações e apura, entre outros pontos, possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Participações societárias
Além de suas atividades no setor financeiro, Vorcaro é acionista da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético-MG. Por meio do fundo Galo Forte Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (FIP), ele detém 20,2% das ações da SAF do clube.
A operação da Polícia Federal segue em curso enquanto as autoridades continuam as diligências relacionadas às suspeitas que motivaram as prisões, buscas e medidas judiciais.
Com informações de G1




