A Receita Federal registrou aumento nas tentativas de fraude relacionadas aos lotes de restituição do Imposto de Renda e orienta contribuintes a consultarem apenas os canais oficiais do órgão. Criminosos têm explorado a expectativa sobre pagamentos para enviar mensagens falsas por WhatsApp, SMS e e-mail que levam a sites fraudulentos ou solicitam dados pessoais.
Como funciona o golpe
Segundo o delegado da Receita Federal Luiz Cláudio Martins, os golpistas costumam criar um senso de urgência nas mensagens para induzir o destinatário ao erro. As comunicações informam que a restituição foi liberada, alegam pendências no CPF, pedem atualização cadastral, ameaçam bloqueio do CPF ou exigem o pagamento de uma taxa para liberar o crédito, com o objetivo de obter dados pessoais e bancários ou forçar transferências.
Formas de fraude identificadas
Os links encaminhados frequentemente redirecionam para páginas que simulam o portal do Governo Federal. Em outros casos, os criminosos emitem boletos cobrando taxas administrativas, cartoriais ou supostas cobranças do Banco Central. A Receita Federal reforça que não cobra nenhum valor para liberação de restituição.
Orientações da Receita Federal
O órgão reafirma que não utiliza WhatsApp, SMS ou e-mail para solicitar atualização cadastral, envio de documentos ou liberação de restituição. Caso haja qualquer dúvida sobre a declaração ou o pagamento, a Receita recomenda checar a situação exclusivamente por canais oficiais.
Onde consultar a restituição
As consultas devem ser feitas apenas pelos seguintes meios:
- Portal Gov.br;
- Portal e-CAC;
- Aplicativo Receita Federal, na opção Meu Imposto de Renda.
O que fazer ao receber mensagens suspeitas
Ao receber comunicações sobre restituição ou pendências fiscais, a Receita orienta não clicar em links, não baixar anexos, não fornecer dados pessoais ou bancários e apagar a mensagem. Em caso de dúvida, verificar sempre nos canais oficiais do órgão.
Se caiu no golpe
Quem forneceu informações ou efetuou pagamento deve agir imediatamente: alterar senhas bancárias, bloquear cartões, comunicar a fraude ao banco, registrar boletim de ocorrência e, se houve transferência via Pix, solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto à instituição financeira. Quanto mais rápida a comunicação com o banco, maiores as chances de interromper movimentações indevidas.
Como há pagamentos programados para as próximas semanas, a Receita Federal alerta que as tentativas de fraude podem continuar e recomenda cautela diante de mensagens que prometam liberação de valores, solicitem atualização cadastral ou cobrem taxas relacionadas à restituição.
Com informações de Paranaíba Mais




