Eulo Lúcio Vaz, novo presidente do Nacional Futebol Clube, afirmou que sua administração seguirá priorizando a responsabilidade financeira enquanto busca manter o clube competitivo. Ex-zagueiro do Naça, onde atuou como quarto-zagueiro e capitão, Vaz construiu vínculo próximo à torcida alvinegra e tem longa trajetória dentro do clube, com conquistas como atleta.
Após encerrar a carreira nos gramados, Vaz permaneceu no clube exercendo funções de bastidor: começou como preparador físico e depois atuou como assistente técnico e treinador. Nesse período, trabalhou diretamente com o saudoso ex-presidente e treinador Carlos Nogueira Abocater, experiência que, segundo ele, contribuiu para sua formação administrativa e esportiva.
Em entrevista ao jornalista Ilídio Luciano, setorista do Nacional na Rádio Sete Colinas 101.7 FM, o dirigente detalhou os desafios da nova função. Ele classificou a presidência como o maior desafio de sua trajetória no futebol, citando a necessidade de tomar decisões administrativas complexas e a responsabilidade pela preservação do patrimônio do clube.
Vaz também ressaltou a dificuldade financeira enfrentada por clubes do interior. Como exemplo, mencionou uma partida contra o Passos Futebol Clube, disputada no Estádio Uberabão, em que a taxa cobrada pela federação alcançou cerca de R$ 25.000. Para ele, valores dessa ordem superam a realidade econômica de equipes que disputam a terceira divisão do futebol mineiro e exigem cautela nas contas do Nacional.
O presidente afirmou que a gestão seguirá a política de responsabilidade adotada pela administração anterior, liderada por Mário Hueb. Conforme lembrado por Vaz, Hueb deixou o clube sem dívidas e estruturou um projeto baseado na Lei de Incentivo ao Esporte, modelo que continua a orientar o planejamento atual.
Sobre a utilização de recursos, Vaz deixou claro que a receita gerada pela escolinha do clube tem finalidade específica: manter a estrutura em funcionamento e garantir o pagamento de funcionários. Ele reforçou que esses recursos não serão destinados ao futebol profissional, a fim de evitar riscos financeiros e proteger o patrimônio do Nacional.
Como metas imediatas, a diretoria aponta a manutenção da competitividade na disputa do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão e o investimento contínuo nas categorias de base, contando com o apoio de colaboradores e da comunidade alvinegra para viabilizar o planejamento adotado.
Com informações de Setenosesportes




